Que mensagem! QUANTA coisa aprendi com Mr. Robot. Elliot me fez acordar e enxergar o mundo de outra forma!
<spoiler>E no fim, o Elliot que conhecemos era também uma quarta personalidade para fazer com que o personagem conseguisse passar por todas as dores que a vida lhe causou. Quem não se identifica? Uma verdadeira mensagem sobre a mente humana e como ela se transforma. E a mensagem final, praticamente deixando o convite para que continuemos levando a mensagem de Mr. Robot adiante:
"E se mudar o mundo for apenas estar aqui, se impor, não importa o quanto nos digam que não é o nosso lugar, mantendo-se íntegros mesmo quando forçados a ser falsos? Acreditando em nós mesmos, mesmo quando nos dizem que somos muito diferentes? E se todos nós nos apegarmos a isso, se nos recusarmos a ceder e obedecer, se resistirmos por tempo suficiente, quem sabe... o mundo não possa mudar à nossa volta. Mesmo se partirmos é como Mr. Robot disse: Sempre seremos parte de Elliot Alderson. E seremos a melhor parte, porque somos a parte que se impôs. NÓS SOMOS A PARTE QUE FICOU."</spoiler>
Eu diria mais Elliot: Nós somos a parte que ACORDOU! Obrigado, Sam Esmail! ❤️
Depois de ouvir falar tanto — e tão bem — dessa obra resolvi dar uma chance. Esperava uma série sobre hacking e tecnologia com talvez um pouco de política, mas o que encontrei foram os delírios do protagonista como tema central. A revelações e reviravoltas são legais, mas não valem a pena para mim. Eu assisti apenas a primeira temporada e preferi assistir um resumo das outras para matar a curiosidade.
Minha intuição de ficar longe de coisa hypada nunca falha.
Mr. Robot é, para mim, uma das séries mais marcantes que já assisti. Tanto o tema central — com essa ideia de derrubar o sistema — quanto as subtramas são interessantes. A atmosfera carregada de tensão e suspense foi conduzida de forma impecável. Foi ótimo acompanhar a trajetória do "Elliot". Logo no início, a frase “Hello, friend.” já nos convida a mergulhar na mente complexa do protagonista, criando uma conexão direta com o espectador. O final me surpreendeu: foi brilhante, mas também deixou um sentimento agridoce por causa da grande revelação. Acredito que todos que assistiram à série tenham se apegado ao personagem principal.
Eu ouvi tanto comentário ruim sobre essa última temporada que estava com medo de que a série fosse pra algum lugar absurdo e se estragasse. Não foi. Eu adorei essa e todas as outras temporadas. Algumas coisas me incomodaram, mas é tudo tão criativo, diferente, único, bem atuado, bem filmado, bem editado, etc, que eu dou um bom desconto.
A morte da Angela pode parecer abrupta e desnecessária, mas pra mim foi impactante e enfatizou como tudo é frágil e pode mudar de um instante pra outro, principalmente pra quem queira brincar de deus. Além disso deixou claro mais uma vez que o Dark Army não se importa com a vida alheia. O desfecho do Tyrell foi interessante também, sinto que ele não tinha mais pra onde ir depois da busca constante por grandiosidade e eventual vazio na vida dele. A Dom finalmente vai conseguir viver um pouco algo fora daquele mundo onde ficou presa por tanto tempo e relaxar. Porém eu tô me perguntando ainda como que a Dom conseguiu fazer aquele acordo pra salvar a família dela sem o Dark Army perceber, sendo que eles sabiam absolutamente tudo que tava acontecendo com ela o tempo todo. Eu tô me perguntando também como o Leon se desvinculou tão facilmente do Dark Army. Enfim, considerando o quanto eles referenciaram, da terceira temporada pra cá, viagens no tempo e trazer pessoas de volta à vida, eu tava preocupado com o rumo que as coisas iriam tomar. Embora eu acreditasse que se tudo de repente virasse uma fantasia sci-fi, seria provavelmente interessante também, eu fico contente que não tenham seguido pra esse lado. As experimentações que essa série faz são tão incríveis, desde estruturar um episódio como uma peça de teatro, ou fazer um episódio sem diálogo algum a partir do momento em que a Darlene fala “we don’t have to talk”, ou fingir brevemente que é uma comédia romântica em cenas finais em aeroporto, até pequenas brincadeiras com o corte abrupto da trilha sonora. Tudo muito criativo.
Acompanhar essas quatro temporadas foi uma experiência singular. Fico muito feliz por essa série existir.
Mr. Robot (4° Temporada): Um fim grandioso, mas para mim, muito amargo.
A primeira coisa que vou falar e elogiar sobre a série, como um todo desde a 1° temporada, é que ela me prendia a atenção, as coisas que aconteciam, os personagens malucos e sublimes, (o Tyrell foi meu personagem da série favorito, junto com a Dominique), as situações e os plot twists que achei bem legais na primeira temporada, e na segunda.
Começei essa 4° temporada, com uma certeza, eu sabia que tinha sido muito elogiada, mas com o decorrer dos episódios, eu não estava gostando dos desfechos que estavam sendo apresentados, elogio o episódio do teatro, que foi maneiro, o da invasão e o primeiro.
Na reta final da série, principalmente no episódio 11, 12 e 13, eu não estava acreditando que a série iria ir para esse rumo, e foi o que aconteceu, toda a série já tinha essas coisas malucas acontecendo, porém esse final achei que passou muito do ponto.
A 4° temporada num todo foi a pior da série para mim, as escolhas dos desfechos dos personagens foram muitos ruins, como o amigo abaixo comentou, irei repetir esses pontos.
O final da Dominique, foi péssimo, ela pegou o avião, com certeza deu aquela descansada merecida, mas é isso? Ainda mais a forma cômica que foi, ela não iria, e voltou atrás, enquanto a Darlene foi embora. Fiquei chateado, pois a Dominique foi uma personagem que quando apareceu na série não gostava, e depois fui me importando com ela, de toda a determinação dela e as situações que conseguiu passar.
O Tyrell, caramba, desde a primeira temporada, gostei muito dele, e reforço aqui, muito bem interpretado pelo ator, e aqui tomou um tiro, saiu andando, viu um objeto lá que não sei o que era, e pronto? Não aparece mais na série? Eu sei que ele não morreu, esperava ele aparecer em algum momento e nada. Muito decepcionante.
Pelo menos, agora os personagens começaram a sentir mais as perdas, a Darlene tendo ataques de pânico e refletindo com o Elliot sobre a morte da Angela, gostei desse ponto dos 2 personagens.
A morte da Angela me deixou surpreso, porém ficou parecendo que foi algo vago, somente para atingir o pai. Eu nunca gostei dela nas temporadas anteriores.
Mr. Robot, é uma série que agradou muitos, e ainda agrada, toda a temática nela e as situações e nuances que os personagens se encontram, e o transtorno do Elliot foram muito legais de acompanhar, porém, desde a 1° temporada, tinha algumas coisas que faziam eu gostar menos da série, e essa 4° temporada foi decepcionante para mim, é aquele negócio, cada um tem sua opinião, embora eu reconheça quem gostou e até respeito.
Que mensagem! QUANTA coisa aprendi com Mr. Robot. Elliot me fez acordar e enxergar o mundo de outra forma!
<spoiler>E no fim, o Elliot que conhecemos era também uma quarta personalidade para fazer com que o personagem conseguisse passar por todas as dores que a vida lhe causou. Quem não se identifica? Uma verdadeira mensagem sobre a mente humana e como ela se transforma. E a mensagem final, praticamente deixando o convite para que continuemos levando a mensagem de Mr. Robot adiante:
"E se mudar o mundo for apenas estar aqui, se impor, não importa o quanto nos digam que não é o nosso lugar, mantendo-se íntegros mesmo quando forçados a ser falsos? Acreditando em nós mesmos, mesmo quando nos dizem que somos muito diferentes? E se todos nós nos apegarmos a isso, se nos recusarmos a ceder e obedecer, se resistirmos por tempo suficiente, quem sabe... o mundo não possa mudar à nossa volta. Mesmo se partirmos é como Mr. Robot disse: Sempre seremos parte de Elliot Alderson. E seremos a melhor parte, porque somos a parte que se impôs. NÓS SOMOS A PARTE QUE FICOU."</spoiler>
Eu diria mais Elliot: Nós somos a parte que ACORDOU! Obrigado, Sam Esmail! ❤️
Depois de ouvir falar tanto — e tão bem — dessa obra resolvi dar uma chance. Esperava uma série sobre hacking e tecnologia com talvez um pouco de política, mas o que encontrei foram os delírios do protagonista como tema central. A revelações e reviravoltas são legais, mas não valem a pena para mim. Eu assisti apenas a primeira temporada e preferi assistir um resumo das outras para matar a curiosidade.
Minha intuição de ficar longe de coisa hypada nunca falha.
Mr. Robot é, para mim, uma das séries mais marcantes que já assisti. Tanto o tema central — com essa ideia de derrubar o sistema — quanto as subtramas são interessantes. A atmosfera carregada de tensão e suspense foi conduzida de forma impecável. Foi ótimo acompanhar a trajetória do "Elliot". Logo no início, a frase “Hello, friend.” já nos convida a mergulhar na mente complexa do protagonista, criando uma conexão direta com o espectador. O final me surpreendeu: foi brilhante, mas também deixou um sentimento agridoce por causa da grande revelação. Acredito que todos que assistiram à série tenham se apegado ao personagem principal.
Eu ouvi tanto comentário ruim sobre essa última temporada que estava com medo de que a série fosse pra algum lugar absurdo e se estragasse. Não foi. Eu adorei essa e todas as outras temporadas. Algumas coisas me incomodaram, mas é tudo tão criativo, diferente, único, bem atuado, bem filmado, bem editado, etc, que eu dou um bom desconto.
A morte da Angela pode parecer abrupta e desnecessária, mas pra mim foi impactante e enfatizou como tudo é frágil e pode mudar de um instante pra outro, principalmente pra quem queira brincar de deus. Além disso deixou claro mais uma vez que o Dark Army não se importa com a vida alheia.
O desfecho do Tyrell foi interessante também, sinto que ele não tinha mais pra onde ir depois da busca constante por grandiosidade e eventual vazio na vida dele.
A Dom finalmente vai conseguir viver um pouco algo fora daquele mundo onde ficou presa por tanto tempo e relaxar.
Porém eu tô me perguntando ainda como que a Dom conseguiu fazer aquele acordo pra salvar a família dela sem o Dark Army perceber, sendo que eles sabiam absolutamente tudo que tava acontecendo com ela o tempo todo. Eu tô me perguntando também como o Leon se desvinculou tão facilmente do Dark Army.
Enfim, considerando o quanto eles referenciaram, da terceira temporada pra cá, viagens no tempo e trazer pessoas de volta à vida, eu tava preocupado com o rumo que as coisas iriam tomar. Embora eu acreditasse que se tudo de repente virasse uma fantasia sci-fi, seria provavelmente interessante também, eu fico contente que não tenham seguido pra esse lado.
As experimentações que essa série faz são tão incríveis, desde estruturar um episódio como uma peça de teatro, ou fazer um episódio sem diálogo algum a partir do momento em que a Darlene fala “we don’t have to talk”, ou fingir brevemente que é uma comédia romântica em cenas finais em aeroporto, até pequenas brincadeiras com o corte abrupto da trilha sonora. Tudo muito criativo.
Acompanhar essas quatro temporadas foi uma experiência singular. Fico muito feliz por essa série existir.
Mr. Robot (4° Temporada): Um fim grandioso, mas para mim, muito amargo.
A primeira coisa que vou falar e elogiar sobre a série, como um todo desde a 1° temporada, é que ela me prendia a atenção, as coisas que aconteciam, os personagens malucos e sublimes, (o Tyrell foi meu personagem da série favorito, junto com a Dominique), as situações e os plot twists que achei bem legais na primeira temporada, e na segunda.
Começei essa 4° temporada, com uma certeza, eu sabia que tinha sido muito elogiada, mas com o decorrer dos episódios, eu não estava gostando dos desfechos que estavam sendo apresentados, elogio o episódio do teatro, que foi maneiro, o da invasão e o primeiro.
Na reta final da série, principalmente no episódio 11, 12 e 13, eu não estava acreditando que a série iria ir para esse rumo, e foi o que aconteceu, toda a série já tinha essas coisas malucas acontecendo, porém esse final achei que passou muito do ponto.
A 4° temporada num todo foi a pior da série para mim, as escolhas dos desfechos dos personagens foram muitos ruins, como o amigo abaixo comentou, irei repetir esses pontos.
Aqui vou escrever alguns spoiler:
O final da Dominique, foi péssimo, ela pegou o avião, com certeza deu aquela descansada merecida, mas é isso? Ainda mais a forma cômica que foi, ela não iria, e voltou atrás, enquanto a Darlene foi embora. Fiquei chateado, pois a Dominique foi uma personagem que quando apareceu na série não gostava, e depois fui me importando com ela, de toda a determinação dela e as situações que conseguiu passar.
O Tyrell, caramba, desde a primeira temporada, gostei muito dele, e reforço aqui, muito bem interpretado pelo ator, e aqui tomou um tiro, saiu andando, viu um objeto lá que não sei o que era, e pronto? Não aparece mais na série? Eu sei que ele não morreu, esperava ele aparecer em algum momento e nada. Muito decepcionante.
Pelo menos, agora os personagens começaram a sentir mais as perdas, a Darlene tendo ataques de pânico e refletindo com o Elliot sobre a morte da Angela, gostei desse ponto dos 2 personagens.
A morte da Angela me deixou surpreso, porém ficou parecendo que foi algo vago, somente para atingir o pai. Eu nunca gostei dela nas temporadas anteriores.
Mr. Robot, é uma série que agradou muitos, e ainda agrada, toda a temática nela e as situações e nuances que os personagens se encontram, e o transtorno do Elliot foram muito legais de acompanhar, porém, desde a 1° temporada, tinha algumas coisas que faziam eu gostar menos da série, e essa 4° temporada foi decepcionante para mim, é aquele negócio, cada um tem sua opinião, embora eu reconheça quem gostou e até respeito.