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Muito Além do Cidadão Kane é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog exibido em 1993 pelo Channel 4, uma rede televisiva pública do Reino Unido.
Mostra as relações entre a mídia e o poder do Brasil.
Embora o documentário ter sido censurado pela justiça, a Rede Record comprou os direitos de trasmissão exclusiva por 20 mil dólares do produtor John Ellis.
A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, seu poder e suas relações políticas, que os autores do documentário vêem como manipuladoras e formadora de opinião.
O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criado em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos da América.
Segundo o documentário, a Globo empregaria a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como fazia Kane no filme.
A Rede Globo tentou comprar os direitos de exibição do programa no Brasil, provavelmente para tentar impedir sua exibição.
Entretanto, antes de morrer, Hartog tinha feito um acordo com organizações brasileiras para que os direitos de exibição do documentário não caíssem nas mãos da Globo, a fim de que pudesse ser amplamente conhecido tanto por organizações políticas quanto culturais.
A Globo perdeu o interesse em comprar o filme quando os advogados da emissora descobriram isso, mas até hoje uma decisão judicial proíbe a exibição de Beyond Citizen Kane no Brasil.
A Rede Record comprou os direitos de transmissão por aproximadamente 20 mil dólares, e espera a autorização da justiça para trasmitir.
O documentário apresenta depoimentos de destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda que na época tinha um progama na emissora, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o ex-Ministro da Justiça Armando Falcão, o publicitário Washington Olivetto, o escritor Dias Gomes, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira e Gabriel Priolli e o atual presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva.
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É um retrato feroz de como a televisão brasileira transformou poder midiático em influência política, moldando o país conforme os interesses de uma elite branca conservadora.
Uma bela exposição sobre a história do monopólio da Rede Esgoto e os seus malefícios ao país.
Esse documentário foi muito bem construído, naquela época ninguém com dinheiro e influência poderia construir um documentário como esse no BR. Graças a Internet, isso aqui pode ter um fácil acesso, espero que mais brasileiros assistam essa produção.
Mesmo que seja dos anos 90, a Globo ainda continua firme e forte na influência da política brasileira, apoiando golpes e políticos de direita, quanto mais gente passando fome, mais grana essa família e empresa lucram. Espero um dia que essa empresa venha a falir.
Comentários:
O Brizola chamando o Roberto Marinho de Stalin, vsf, por isso que o PDT é um lixo de partido. Olha a comparação.
"Domingão do Faustão: uma mistura de música, olimpíadas bobocas e catástrofes domésticas" - Não existe melhor definição para isso, nos anos 80 até que dava para rir de algumas coisas, mas esse programa foi ficando mais ruim do que nunca.
Beyond Globo
Apesar de focar em Roberto Marinho e em sua emissora, o documentário faz um panorama do Brasil de Kubitschek a Collor.
Pra quem quer ver, tem no Youtube.
Comecei a ver esse documentário em 2004, na época da faculdade de jornalismo. Depois disso, não parei de ver. E, na minha opinião (como jornalista), a Globo continua impondo seu regime de transformar o povo brasileiro em ovelhas retardadas (como foi mostrado quando uma família inteira assistindo a programação da emissora), mesmo após a morte do Roberto Marinho.
Hoje em dia, a emissora adota o jeito de colocar uma programação de péssima qualidade, destruindo o tão famoso "Padrão Globo de Qualidade", colocando programas horríveis, oferecendo um péssimo gosto duvidoso.
Artistas, como Anitta, Pablo Vittar, funkeiros, duplas de sertanejo universitário, viraram figurinhas carimbadas da emissora. Cadê o nosso presidente para censurar essas porcarias?
E quem agora apoia o atual governo? Pois a Globo parece se opor ao Bolsonaro e seus subordinados.
Vendo esse doc parece que nada mudou na nossa política e na mídia (todas as emissoras de televisão não prestam!). Televisão é concessão de estado e, como concessão, é obrigatório INFORMAR, EDUCAR e ENTRETER (de forma digna e coerente), sem apelar para o baixo nível e de mau gosto.
Tomara que as nossas gerações descubram os podres da Globo. É só assistir a esse documentário.