No período pós-guerra, no distrito de Gion, em Kyoto, a geisha Miyoharu aceita a jovem Eiko, de apenas 16 anos, como aprendiz.
Depois de um ano de treinamento, é necessária uma grande quantia de dinheiro para a iniciação de Eiko. Miyoharu pega dinheiro emprestado com a dona da casa de chá, Okimi, que por sua vez consegue o dinheiro através do empresário Kusuda.
Kusuda finacia Eiko e tenta dar Miyoharu à outro homem, Kanzaki, para fechar um grande negócio. No entanto, as duas geishas possuem ideias fortes e, indo contra às tradições, querem negar o pedido dos clientes.
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Um filme do Mizoguchi mais simples, mas com o tema que ele gosta de abordar, o papel da mulher na sociedade japonesa pós guerra, em específico das gueixas, manter as tradições ou ceder e se entregar a prostituição.
A estória é boa mais achei o filme muito cansativo e sem ação . Depois de assistir a outros filmes de gueixas venho percebendo que os mais antigos tem muitos pudores ao mostrar o assunto tornando os filmes mais chatos e cansativos .
Visto em 24.10.2020.
Produção japonesa em preto e branco baseada no romance homônimo de Matsutaro Kawaguchi (1899-1985), que também escreveu o roteiro. Considerada uma obra-prima por muitos, tem uma visão feminista da vida de uma gueixa com extraordinário estilo visual. Embora a paisagem do filme seja restrita a um bairro pequeno e bastante exótico em Kyoto, "A geisha" está longe de ser esotérico. O sentido é estreito e o foco é profundo.
Um dos filmes pós-guerra de Kenji Mizoguchi (1898-1956), este filme é um relato contundente das dificuldades sofridas por gueixas e prostitutas em manter e equilibrar sua dignidade, sustento e direitos pessoais. Um rumor sarcástico sobre a diferença entre idéias pós-guerra e pré-guerra é acompanhado por uma discussão enfurecida sobre a lacuna entre direitos constitucionalmente garantidos e realidades brutais. O que começa como um conflito entre tradição e progresso se transforma em uma visão de uma modernidade falsa que repousa na podridão de injustiças inquestionáveis.
Novamente o filme de Mizoguchi serve como crítica à posição da mulheres em meio à sociedade, neste caso o papel das gueixas especialmente num embate entre a entrega do corpo ou a opção da nova geração em nunca ceder. Funciona, mas Mizoguchi possui títulos mais aterrorizantes em sua estética.