Ana retorna à fazenda onde viveu a sua infância para acompanhar os últimos dias de vida de sua irmã, Tereza, acometida de uma enfermidade enigmática que altera os seus estados de consciência.
Filme independente e experimental brasileiro que marca a estreia de Adriano Guimarães na direção, e que chega com exclusividade aos cinemas pela Embaúba Filmes. É um drama com molde de teatro, já que tudo se passa num mesmo ambiente, no caso uma casa na fazenda, e duas personagens apenas. Vemos uma artista plástica de nome Ana que, nos preparativos finais para uma exposição de seus trabalhos, é convocada às pressas para retornar à fazenda onde passou a infância. Sua irmã, Tereza, está gravemente doente e com problemas de memória. Ana e Tereza, isoladas as duas naquelas terras no fim do mundo, mergulhará nas próprias lembranças e nas da irmã. Protagonizado por Bel Kowarick e Denise Stutz, que está muito bem nos papeis das irmãs de meia-idade, o filme dá a sensação de confinamento, com planos fechados, e trabalha todo o tempo com a dualidade presença/ausência e memória/esquecimento, a partir de duas irmãs que se reaproximam quando uma estranha doença atinge uma delas. Segundo o diretor, o argumento e a estética do drama, principalmente quanto ao enquadramento, vieram após a leitura de poesias do poeta mato-grossense Manoel de Barros e das peças do dramaturgo modernista irlandês Samuel Beckett. Exibido em festivais na Espanha, Rússia, Índia, Argentina, México e Colômbia, recebeu prêmio especial no Festival de Cinema de Tiradentes, em 2022, no Festival de Málaga, naquele mesmo ano, e os troféus de melhor direção, direção de arte e edição de som no 57º Festival de Brasília. Por Felipe Brida - Blog Cinema-naweb blogspot
Filme independente e experimental brasileiro que marca a estreia de Adriano Guimarães na direção, e que chega com exclusividade aos cinemas pela Embaúba Filmes. É um drama com molde de teatro, já que tudo se passa num mesmo ambiente, no caso uma casa na fazenda, e duas personagens apenas. Vemos uma artista plástica de nome Ana que, nos preparativos finais para uma exposição de seus trabalhos, é convocada às pressas para retornar à fazenda onde passou a infância. Sua irmã, Tereza, está gravemente doente e com problemas de memória. Ana e Tereza, isoladas as duas naquelas terras no fim do mundo, mergulhará nas próprias lembranças e nas da irmã. Protagonizado por Bel Kowarick e Denise Stutz, que está muito bem nos papeis das irmãs de meia-idade, o filme dá a sensação de confinamento, com planos fechados, e trabalha todo o tempo com a dualidade presença/ausência e memória/esquecimento, a partir de duas irmãs que se reaproximam quando uma estranha doença atinge uma delas. Segundo o diretor, o argumento e a estética do drama, principalmente quanto ao enquadramento, vieram após a leitura de poesias do poeta mato-grossense Manoel de Barros e das peças do dramaturgo modernista irlandês Samuel Beckett. Exibido em festivais na Espanha, Rússia, Índia, Argentina, México e Colômbia, recebeu prêmio especial no Festival de Cinema de Tiradentes, em 2022, no Festival de Málaga, naquele mesmo ano, e os troféus de melhor direção, direção de arte e edição de som no 57º Festival de Brasília. Por Felipe Brida - Blog Cinema-naweb blogspot