Um mocumentário sobre um jovem diretor egípcio que enfrenta grandes desafios para rodar uma cena de beijo para seu primeiro filme em uma sociedade cada vez mais conservadora.
Se eu fosse julgar o filme apenas por sua primeira metade, tenderia a abandoná-lo. A aparência exordial é de comédia neochanchadesca, à la GloboFilmes. Mas o roteiro muito assemelhado aos mockumentários de Christopher Guest e o uso inteligente de várias referências do cinema egípcio encantaram-me. Ri alto na seqüência dos xingamentos e notei que a comicidade relacionada à conversão da protagonista possui aspectos denuncistas acerca da capitalização religiosa. Notei duas inconvenientes imagens subliminares numa seqüência, que explicaram-se muito bem ao final: o filme possui camadas de interpretação, para além da sua gaiatice externa. Ótimo! (WPC>)
Se eu fosse julgar o filme apenas por sua primeira metade, tenderia a abandoná-lo. A aparência exordial é de comédia neochanchadesca, à la GloboFilmes. Mas o roteiro muito assemelhado aos mockumentários de Christopher Guest e o uso inteligente de várias referências do cinema egípcio encantaram-me. Ri alto na seqüência dos xingamentos e notei que a comicidade relacionada à conversão da protagonista possui aspectos denuncistas acerca da capitalização religiosa. Notei duas inconvenientes imagens subliminares numa seqüência, que explicaram-se muito bem ao final: o filme possui camadas de interpretação, para além da sua gaiatice externa. Ótimo! (WPC>)