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Data de lançamento
22 Fev. 2018Duração
Drama que gira em torno de três personagens com problemas de intimidade: Laura, uma mulher de 50 anos que avidamente observa aqueles ao seu redor, a fim de compensar as decepções que ela encontra em sua vida pessoal; Tudor, um ator-dançarino que ganha a vida como massagista e sonha com um relacionamento onde uma mulher vá rejeitá-lo; e Helga, colega de Tudor, que tem um relacionamento com um homem muito mais velho. As vidas dos três personagens colidem quando Laura vê Tudor e Helga no palco.
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Eu amei tanto esse filme. Ele mostra uma conexão com o outro e consigo mesmo que eu quase não vejo nas relações interpessoais e que, como psicóloga, eu preciso exercer constantemente. O interesse que os personagens demonstram em conhecer o outro. Fiquei encantada.
No início senti raiva da diretora por provocar a atriz a ir mais fundo em seus desconfortos, mas quando elas trocaram de lugar a raiva diminuiu, e no final ela apresentou falas que me fizeram me identificar com ela.
Vencedor do Urso de Ouro e de outro prêmio fora da competição principal no Festival de Berlim. Um filme bem diferente, experimental, portanto é normal que muita coisa funcione e outras não para o espectador, mas independente da experiência é um filme muito interessante e corajoso por parte da diretora em realizá-lo. Christian Bayerlein é o grande trunfo do filme, sua história de vida e de luta com todas as dificuldades que enfrenta é uma lição de vida, não há como não se emocionar. Acho que a diretora erra a mão quando cai demais na ficção do Tómas Lemarquis seguindo sua suposta ex-namorada, por exemplo, nos desconectamos da ideia do que a diretora está tentando vender como documentário nestes momentos. Laura Benson fica entre o real e o lírico. Gostei do filme, acho que mereceu o prêmio, mas é muito longo para o que propõe e a diretora deveria participar mais, pois gostei das cenas em que ela participa. Sua narrativa também trás as melhores reflexões do filme, há um momento em que desmontam um equipamento em que o que ela diz vale toda a assistida.
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Uma obra que explora as mazelas humanas travestida de experiência sensorial. Como dito num comentário abaixo bizarro e constrangedor. Nota 1,0. 2*
É um filme difícil de assistir pela experiência corporal/sensória que propõe. É uma busca do outro, do contato, da intimidade total. É sobre o corpo e suas possibilidades, suas dificuldades, suas barreiras, seu gozo, sua falta na presença/ ausência de si mesmo: suas impossibilidades, seus desvãos. Na singularidade da obra vamos nos descobrindo/ confrontando com essa espécie de outro de nós mesmos: o corpo. Vamos nos despindo e nos olhando nos olhos e olhando aos outros também naquilo que escondemos, que não pensamos, não podemos pensar ( quase como um interdito) da carne, da moral e etc e vamos desvelando no oculto da alma um corpo exposto, descoberto de quaisquer véus ou máculas. Na frieza do minimalismo, da rigidez do olhar petrificado pela normalização cotidiana podemos ver a luz ensurdecedora da descoberta do outro de si mesmo.
Filme bem unico, com um roteiro bem original que aborda a AUTO ESTIMA como forma de PAZ ! E bons exemplos do equilíbrio corpo vs alma das pessoas.
E como as pessoas buscam (e devem!) alternativas/razoes/motivos para terem energia de vida. A nossa vida tem que ter propósito, e isso cabe a cada um de nós!
Interessante que a propria diretora participa do filme?
Me chamou a atenção:
Christian possui ótima auto estima e se preocupava com sua masculinidade, ter um penis igual a todos os homens era sua maior fonte de energia para viver . Mesmo com olhos azuis bonitos e cabelo bem cuidado, o penis era o máximo!
Cabelo é uma expressão ! É mais uma máscara que usamos na sociedade.
Adorei isso