The Fall of the House of Usher - Estados Unidos da América
Sinopse
Para se tornar herdeiro único dos Usher, Roderick aprisiona seu irmão numa masmorra. E arquiteta um plano diabólico, para enterrar seu sobrinho vivo e possuir Molly, sua noiva, gerando um herdeiro seu. Baseado em obra de Edgar Allan Poe.
The House of Usher (1989), conhecido no Brasil como Nascido das Trevas, realmente me deixou dividido. Eu esperava mais, confesso que foi bem simples, a ambientação é boa, porém o resto é tudo fraco, desperdício de atores como Oliver Reed e Donald Pleasence, apesar deles estarem bem, mas infelizmente insuficientes. Romy Windsor que interpreta Molly é bem bonita, porém a sua atuação aqui é sofrível, apática e não transmite o sentimento necessário para alguém nas situações em que ela se encontrava.
Essas impressões iniciais continuam ecoando enquanto o filme avança, porque apesar da produção tentar emular aquele clima gótico inspirado em Poe — com mansão decadente, segredos familiares e uma atmosfera pesada — tudo acaba soando superficial. A ambientação realmente cumpre seu papel, com corredores escuros, simbolismos de degradação e aquele sentimento constante de que algo está errado.
Mas quando o enredo tenta construir tensão psicológica, ou sugerir uma ligação espiritual entre a protagonista e a casa, nada se sustenta como deveria. As cenas se acumulam, porém sem impacto emocional, muito por causa da própria condução dos personagens.
O desperdício dos veteranos se torna ainda mais evidente justamente porque o resto da narrativa não oferece profundidade suficiente para equilibrar suas presenças. Reed e Pleasence surgem como figuras quase míticas dentro da mansão, mas o roteiro nunca os aproveita. Já Molly, interpretada por Romy Windsor, perde completamente o peso emocional que deveria carregar. Sua apatia prejudica não só a identificação como a protagonista, mas também qualquer tensão dramática que o filme tenta construir.
E esse final? simplesmente sugere que tudo não aconteceu ou que foi um sonho, o que acaba reforçando uma sensação de vazio — como se a própria trama desistisse de buscar coerência e preferisse entregar uma saída fácil. Esse tipo de encerramento até poderia funcionar como metáfora para a loucura, confusão mental ou para a própria maldição da casa, mas aqui surge abrupto, sem construção, e deixa a impressão de que a história inteira se dilui no ar.
No fim, Nascido das Trevas tenta dialogar com temas como hereditariedade sombria, isolamento, trauma psicológico e a influência destrutiva de ambientes carregados de passado. Mas tudo fica apenas sugerido, nunca desenvolvido. O resultado é um filme visualmente promissor, porém dramaticamente frágil, que abre portas interessantes sem jamais atravessá-las.
Filme de loucos para loucos! Hahaha! Nunca tinha visto o Donald Pleasence tão insano! Como terror está uma ótima comédia involuntária! Hahaha. Não sei se o Edgar Allan Poe iria concordar com essa adaptação.
Não curti o filme, mas gostei muito da vibe de terror italiano que o mesmo possui e do design das locações no interior da mansão.
The House of Usher (1989), conhecido no Brasil como Nascido das Trevas, realmente me deixou dividido. Eu esperava mais, confesso que foi bem simples, a ambientação é boa, porém o resto é tudo fraco, desperdício de atores como Oliver Reed e Donald Pleasence, apesar deles estarem bem, mas infelizmente insuficientes. Romy Windsor que interpreta Molly é bem bonita, porém a sua atuação aqui é sofrível, apática e não transmite o sentimento necessário para alguém nas situações em que ela se encontrava.
Essas impressões iniciais continuam ecoando enquanto o filme avança, porque apesar da produção tentar emular aquele clima gótico inspirado em Poe — com mansão decadente, segredos familiares e uma atmosfera pesada — tudo acaba soando superficial. A ambientação realmente cumpre seu papel, com corredores escuros, simbolismos de degradação e aquele sentimento constante de que algo está errado.
Mas quando o enredo tenta construir tensão psicológica, ou sugerir uma ligação espiritual entre a protagonista e a casa, nada se sustenta como deveria. As cenas se acumulam, porém sem impacto emocional, muito por causa da própria condução dos personagens.
O desperdício dos veteranos se torna ainda mais evidente justamente porque o resto da narrativa não oferece profundidade suficiente para equilibrar suas presenças. Reed e Pleasence surgem como figuras quase míticas dentro da mansão, mas o roteiro nunca os aproveita. Já Molly, interpretada por Romy Windsor, perde completamente o peso emocional que deveria carregar. Sua apatia prejudica não só a identificação como a protagonista, mas também qualquer tensão dramática que o filme tenta construir.
E esse final? simplesmente sugere que tudo não aconteceu ou que foi um sonho, o que acaba reforçando uma sensação de vazio — como se a própria trama desistisse de buscar coerência e preferisse entregar uma saída fácil. Esse tipo de encerramento até poderia funcionar como metáfora para a loucura, confusão mental ou para a própria maldição da casa, mas aqui surge abrupto, sem construção, e deixa a impressão de que a história inteira se dilui no ar.
No fim, Nascido das Trevas tenta dialogar com temas como hereditariedade sombria, isolamento, trauma psicológico e a influência destrutiva de ambientes carregados de passado. Mas tudo fica apenas sugerido, nunca desenvolvido. O resultado é um filme visualmente promissor, porém dramaticamente frágil, que abre portas interessantes sem jamais atravessá-las.
Assistido em 06/12/2025
Filme de loucos para loucos! Hahaha! Nunca tinha visto o Donald Pleasence tão insano! Como terror está uma ótima comédia involuntária! Hahaha. Não sei se o Edgar Allan Poe iria concordar com essa adaptação.
Nossa, uma mistura mucho loca de vários contos. Quero ver.
I've seen it twice.