Neblina e Sombras

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Neblina e Sombras (1991)
Shadows and Fog
Média do filme: 3.7 de 5 — baseado em 1135 votos
MÉDIAFILMOW
3.7
1135 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Woody Allen
Data de lançamento 5 Dez. 1991 Outras datas
Duração 85 min (1h25)
Classificação indicativa de Neblina e Sombras: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

5 Dez. 1991

Duração

85 minutos Classificação indicativa de Neblina e Sombras: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Allen homenageia o expressionismo alemão na história de um burocrata atrapalhado que se junta a grupo de homens que persegue assassino.

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Comentários 0
amigos querem ver
00s
༺ Lucas ༻
½
1 ano atrás

Woody Allen comanda na frente e por trás das câmeras uma boa comédia, com ares de thriller e fantasia, repleto de divagações filosóficas, como é de praxe do cineasta.
O elenco é estelar, incluindo - além do próprio Allen, que está bem engraçado - a figurinha carimbada da Mia Farrow, o sempre ótimo John Malkovich e até uma breve participação da Madonna.
Vale a conferida.

(assistido na mostra “Madonna - Ícone Pop”, produção da Saraguina Filmes, no Caixa Cultural RJ)

danilof
Freitas
2 anos atrás

Tirando o elencão sobra o que?

tombiz
tombiz
½
4 anos atrás

Sou fã incondicional dos trabalhos do Woody Allen. E sei bem que ele adora fazer um pastiche bem elaborado. Mas há vezes em que ele consegue fazer isto de forma bem-sucedida. E outras em que parece ficar no meio do caminho. Neblina e Sombras, infelizmente, parece ser parte do segundo grupo.

Por mais que visualmente o filme seja perfeito, fazendo valer de fato o título, em seus belos e sombrios tons de preto e branco, a história simplesmente vai do nada a lugar nenhum. E, sim, eu entendo perfeitamente que era este o ponto: uma pitada de discussão existencialista misturada com uma trama kafkiana envolta em um ambiente que replica filmes de terror, mesmo que o horror deste gênero raramente se faça presente aqui.

Mas nada parece acertar no alvo. Assim como Josef K., Kleinman (Woody Allen) anda em círculos e mais círculos, sem nunca chegar a lugar algum. Nisto, é ajudado por um sem-fim de personagens coadjuvantes (que muitas vezes não têm qualquer desenvolvimento relevante, por mais demonstrem promessa), sempre interpretados por atores gabaritados (até os figurantes, como William H. Macy ou John C. Reilly são gabaritados neste filme, a bem da verdade).

E, cada vez que um deles aparece, o surgimento deles na tela parece ser apenas um artifício para gerar mais dois ou três minutos de tempo de arte. A promessa do primeiro ato nunca se cumpre. E olha que havia aqui um potencial extraordinário... Imagina só uma cidade ameaçada por um serial killer, ao mesmo tempo em que é visitada por um circo com personagens únicos por si mesmos e sede de um bordel com prostitutas tão marcantes, e também envolta numa trama de conspiração de vigilantes que desejam fazer justiça com as próprias mãos. E, ainda assim, o filme consegue a proeza de não entregar nada.

Allen até tem umas falas legais e uma ou outra discussão interessante chega a ser abordada, mas é tudo excessivamente superficial e pouco desenvolvido. É daquelas obras que peca pelo estilo acima da substância. E o estilo ainda é claramente derivado de outras fontes, neste caso. E não se pode sequer dizer que há conclusão para nada aqui. O filme não se encerra. Ele simplesmente para.

Para além dessa apreciação estética, em que a produção remonta aos filmes da primeira era do cinema, em que o que estava na tela parecia por vezes nos remeter a um mundo completamente alienígena - e, portanto, aterrorizante - e a cinematografia e a ambientação simplesmente perfeitas, há aqui pouco a recomendar. Allen já trabalhou estas questões de forma mais firme em inúmeros outros filmes. Neblina e Sombras, afinal, acaba por ficar, infelizmente, mas com razão, esquecido à sombra de trabalhos muito melhores e muito menos neblinosos...

row_
R.
½
4 anos atrás

" - Eu dormi com uma pessoa por dinheiro. Isto faz de mim uma prostituta?
- Não. Só pela definição do dicionário. "

A homenagem/ sátira de Allen ao expressionismo alemão é fundida com a abordagem da vida, Deus, amor e ilusões. O filme evita ambos, ao mesmo tempo que está ancorado em ambos, e oferece um novo toque cômico na escuridão.

Confesso assistir os filmes de Allen emburrado agora por causas das denuncias, mas aqui é entregue uma boa historia e ótima fotografia.

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