Dois jovens artistas partem para conhecer um antigo ritual que revive a fuga dos escravos, no interior do Brasil. Lá, eles se envolvem com tal celebração de uma forma inesperada.
Não sabia o que esperar deste curta-metragem: estava ainda sob encanto de um filme posterior dos diretores e estranhei os efeitos visuais da abertura. Era apenas o indicativo de uma forte autocrítica, que chega ao limite da aflição na situação titular, uma representação folclórica do interior da Bahia. A angústia do casal branco central traz à tona os benefícios de classe e raça de que gozam os intelectuais que apropriam-se imagética e antropologicamente das manifestações culturais populares, a fim de aprenderem com eles, mas nem sempre retribuindo diretamente. O filme é um soco, saí da sessão atordoado: ótimo e implacável. Mas não permeado por ódio a quem quer que seja. O desfecho poético que o diga: a intenção é fazer aflorar a brasilidade, mas de maneira respeitosa, não superposta. Essa dupla de diretoras é magistral, uau! (WPC>)
Interessantíssima a maneira em que realidade e ficção se misturam aqui. De uma maneira não necessariamente linear o filme nos apresenta as informações certas e bem pontuadas, provocando sobretudo, a sensação de estranheza no espectador (e nas personagens).
Não sabia o que esperar deste curta-metragem: estava ainda sob encanto de um filme posterior dos diretores e estranhei os efeitos visuais da abertura. Era apenas o indicativo de uma forte autocrítica, que chega ao limite da aflição na situação titular, uma representação folclórica do interior da Bahia. A angústia do casal branco central traz à tona os benefícios de classe e raça de que gozam os intelectuais que apropriam-se imagética e antropologicamente das manifestações culturais populares, a fim de aprenderem com eles, mas nem sempre retribuindo diretamente. O filme é um soco, saí da sessão atordoado: ótimo e implacável. Mas não permeado por ódio a quem quer que seja. O desfecho poético que o diga: a intenção é fazer aflorar a brasilidade, mas de maneira respeitosa, não superposta. Essa dupla de diretoras é magistral, uau! (WPC>)
Interessantíssima a maneira em que realidade e ficção se misturam aqui. De uma maneira não necessariamente linear o filme nos apresenta as informações certas e bem pontuadas, provocando sobretudo, a sensação de estranheza no espectador (e nas personagens).