Estética, direção e cortes são inconstantes - a sensação é que o diretor não soube escolher como queria fazer e aí decidiu fazer tudo. O roteiro traz diálogos poéticos, mas confusos, e parece flertar com o realismo fantástico (o q se mostra não funcionando tão bem em imagem). Oscar não só não é personagem secundário, como se preocupa, mas acaba sendo o protagonista. O personagem que dá título ao filme é quase descartável e nem um pouco interessante.
O diretor brinca o tempo inteiro com o que o noir pode proporcionar. O personagem do Gael, que seria o "mocinho", mas aqui é ridicularizado. Até o que acontece com ele no final acaba sendo esse deboche com essa figura de poder. Também acaba sendo uma alegoria sobre algo maior, relacionado a própria situação do momento, já que Neruda representa um perigo pelo o que ele fala, e não pelo o que ele faz. As palavras aqui é que acabam por incomodar o status quo. Não a toa o grande momento de perseguição do filme fica por conta de uma caminhada com cavalos em meio a neve, algo que remete a faroestes antigos. Larraín o tempo inteiro está conversando com filmes de gênero, mas a maneira dela. Em alguns momentos ele acerta, já em outros parece que ele ridiculariza e faz algo para ser uma grande ironia. Mas no fim é mais interessante do que descartável.
Achei chato pra caramba, difícil de terminar!
25/12/2024
Estética, direção e cortes são inconstantes - a sensação é que o diretor não soube escolher como queria fazer e aí decidiu fazer tudo.
O roteiro traz diálogos poéticos, mas confusos, e parece flertar com o realismo fantástico (o q se mostra não funcionando tão bem em imagem).
Oscar não só não é personagem secundário, como se preocupa, mas acaba sendo o protagonista. O personagem que dá título ao filme é quase descartável e nem um pouco interessante.
História sobre o poeta Chileno Pablo Neruda e seus perseguidores políticos. O filme conta com ótimas atuações e uma fotografia magnífica.
O filme têm momentos agradáveis, mas grande parte é enfadonho os atores numa apatia infinda, esse cabra têm filmes melhores.
O diretor brinca o tempo inteiro com o que o noir pode proporcionar. O personagem do Gael, que seria o "mocinho", mas aqui é ridicularizado. Até o que acontece com ele no final acaba sendo esse deboche com essa figura de poder. Também acaba sendo uma alegoria sobre algo maior, relacionado a própria situação do momento, já que Neruda representa um perigo pelo o que ele fala, e não pelo o que ele faz. As palavras aqui é que acabam por incomodar o status quo. Não a toa o grande momento de perseguição do filme fica por conta de uma caminhada com cavalos em meio a neve, algo que remete a faroestes antigos. Larraín o tempo inteiro está conversando com filmes de gênero, mas a maneira dela. Em alguns momentos ele acerta, já em outros parece que ele ridiculariza e faz algo para ser uma grande ironia. Mas no fim é mais interessante do que descartável.