Um homem que trabalhava em uma mina de carvão morre deixando quatro filhos: Kiichi, Yoshiko, Koichi e Sueko. Os dois mais velhos têm de cuidar do sustento da família, fazendo o possível para que os irmãos mais jovens possam estudar, apesar da situação miserável que enfrentam.
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Décimo terceiro filme que assisto do Imamura e um dos seus mais convencionais, assim como todo japonês aspirante ao experimentalismo ou às inovações, começando com pé no chão em um filme realista.
Não sou um grande fã dos filmes do Imamura como a maioria das pessoas que conheço que curtem filmes asiáticos. Acho os filmes dele bons, mas acho que não chegam perto do cinema de diretores como Kurosawa, Naruse, Ozu, Shindô ou Kinoshita. Este filme saiu no mesmo ano em que Todos Porcos, um dos filmes mais elogiados do diretor, mas eu confesso que preferi este. Koichi é um grande personagem, acho que o filme peca em tentar focar outros personagens como a professora ou o irmão mais velho Kiichi, pra mim é Koichi que rouba a cena e consegue levar o filme nas costas, ele emociona com sua força de vontade, com seu temperamento estourado, sua maneira de enfrentar as adversidades da vida. Koichi representa no filme o povo japonês. Sueko é de dar dó, mas é uma personagem que só funciona ao lado do irmão Koichi, a preocupação e o carinho dele com ela é realmente emocionante. A narrativa é meio caótica, poderia ser um filme mais simples como A Chegada do Outono, por exemplo, ganharia mais a atenção do telespectador. Gosto de filmes com crianças, mostrando as perspectivas delas, deve ser por isto que gosto mais deste filme do que Todos Porcos.
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