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Data de lançamento
23 Ago. 1967Duração
Quando Philip Colbert (Jack Teter), o principal empresário de Sparta, uma cidade do Mississipi, é morto, o policial Sam Wood (Warren Oates) tenta achar o culpado. Ao ver na estação de trem um negro bem vestido, Virgil Tibbs (Sidney Poitier), ele é preso como suspeito sem chance de argumentar. Quando Sam vê que Tibbs tinha uma incomum quantidade de dinheiro para um negro de Sparta, o policial fica certo que encontrou o assassino.
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Filmaço antirracista! Um dos primeiros a abordar o tema e promover uma reflexão sobre o racismo estrutural nos Estados Unidos. Destaque para a atuação correta de Sidney Poitier e para a trilha sonora de Quincy Jones.
Tema bem atual.
Assistir No Calor da Noite em 2025 é uma experiência agridoce. Por um lado, é impossível não reconhecer a coragem de Sidney Poitier ao encarnar Virgil Tibbs em 1967 - um homem negro que não baixa a cabela, que revida o tapa, que exige respeito. Por outro lado, quase 60 anos depois, ainda estamos lutando batalhas parecidas. A cena em que Tibbs precisa provar constantemente sua competência, em que sua simples presença é tratada como suspeita, ressoa de forma dolorosa com as experiências de homens negros em 2025. Mudamos? Sim. O suficiente? Nem de longe. E há algo frustrante em perceber que Virgil Tibbs precisava ser excepcional - o melhor detetive, impecavelmente vestido, com dicção perfeita - para ser tratado como humano.
Mas o filme comete erros graves de representação que revelam sua natureza de “progressismo branco”. A cena em que Tibbs tenta consolar a viúva branca, tocando nela enquanto chora na delegacia, é historicamente absurda e perigosa. No Mississippi de 1967, um homem negro tocar uma mulher branca em estado emocional, cercado de policiais racistas? Ele teria sido linchado na hora. Emmett Till foi torturado e assassinado em 1955 por supostamente ter assobiado para uma mulher branca - doze anos depois, Hollywood quer que acreditemos nessa fantasia? É revisionismo histórico que ignora o terror racial real. O filme quer a catarse de Tibbs revidando o tapa, mas não quer mostrar as consequências brutais que homens negros enfrentavam por gestos muito menores. Essa incoerência dói porque transforma trauma histórico em entretenimento palatável para audiências brancas.
O filme também carrega o peso de ser um “filme de homem branco sobre racismo” disfarçado. A jornada de redenção do delegado Gillespie ocupa tanto espaço quanto a dignidade de Tibbs, como se precisássemos aplaudir um homem branco por superar seus próprios preconceitos. Em 2025, estamos cansados dessa narrativa. Não queremos mais contar histórias onde o arco dramático principal é “racista aprende a ser menos racista”. E há uma ironia amarga: Tibbs resolve o crime, mas precisa ir embora no trem, deixando aquela cidade intocada. Sidney Poitier nos deu dignidade inabalável que alimentou gerações, mas em 2025 percebemos: não queremos mais ser apenas o negro excepcional tolerado em espaços brancos. They call me Mister Tibbs foi revolucionário - mas a revolução não deveria ter se contentado com migalhas de respeito.
e os outrora digamos " culpados " por nascimento oriundo a pigmentação corporea cujo por obstante NADA o podem para porta las, mas pura e somente assim segue a logica dos herdeiros dos antepassados inerentes a " mae africa " abastecedora de mao de obra escravagista para todo o restante do mapa mundi conhecido ou nao a contento, e aos digamos ja " nascidos livres " a respeito, que continuem PAGANDO uma conta cujo NUNCA deveram, alias NINGUEM diga se passagem, tai o conceito antropologico segregacionista, distorcido, mas sobretudo inclusive junto aos dias de hoje, ainda presentes na terra do tio sam, o qual seja direta ou indiretamente dividem seus cidadaos americanos indistintos ao meio nao por criterios de indole, mas por etnia desprezada entre os demais pares diga se passagem, de forma que para o aqui " cidadao negroide " e nada + como quaisquer outro local cujo atendeu ha exatos 58 anos por VIRGIN TIBBS vulgo ater ego interpretativo do ja habitando na " terra dos pes juntos " tanto de brancos como de negros, mamelucos, indios, caboclcos, cafusos, caucasoides, eslavos cedo ou tarde etc Sidney Pottier conforme tal BOM longa metragem de epoca, creiam bastante irá refletir não apenas um conceito teorico roteristico, mas sim uma realidade nua e crua do momento, o qual a principo parece que a terra da liberdade ainda demorará para estender esta mesma " liberdade " a todo mundo por lá, se e´que porventura ou nao me entendem, resumindo senhoras e senhores bem ? qual será o " calor " cinefila desta ja longiquja noite preterita ? a do PRECONCEITO " quente " legalizado velado indistinto pasmem, e fim de papo. " No Calorsisticamente " NOTA 9.5
Prende a atenção até o fim.
Excelente!