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Data de lançamento
24 Junho 2019Duração
Com a morte de sua esposa, Ada (Marieta Severo), Otto (Everaldo Pontes), um velho ranzinza e fechado, se vê obrigado a estreitar sua relação com os moradores da vila onde vive. Acuado em sua casa amarela, assiste ao cotidiano da vizinhança ao mesmo tempo em que mergulha em histórias de suspense, que embalam suas noites de insônia. Entre a realidade e a ficção, nos vemos diante de um caso de suspense digno de best seller, onde Ada pode ser uma das protagonistas. Caberá a Otto decidir até onde quer, de fato, saber a verdade.
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O cinema nacional é a demonstração do nosso talento e criatividade na sétima arte que ganha as telas de maneira única, mas, assim como ocorre em algumas obras estrangeiras, existem certas produções que se utilizam de uma prática que incomoda: os momentos sem ação. Aqueles segundos (e até minutos) em que uma personagem não faz nada que agregue ao enredo, como as cenas em que ela está sentada olhando pro nada, jantando, lendo ou perdurando roupa.
A impressão que fica é de que a história caberia mais em um curta-metragem, mas como o objetivo é transformá-lo em um longa os produtores precisam aumentar a duração dele e colocam essas partes pra encher linguiça, e nesse filme vemos muito esse tipo de coisa, o que faz com que o clima dele caia constantemente.
A trama, que tenta flertar com o suspense, fica só na tentativa mesmo, porque a estrutura narrativa é irregular, pontas ficam soltas e o plot twist dele é ruim.
Com exceção de Marieta Severo, as demais atuações são engessadas em grande maioria, onde a interação entre as personagens é falha.
Fraco!
O grande problema desse filme, pra mim, está nas atuações, especialmente a do protagonista, Otto. Toda vez que ele abria a boca, o filme me perdia, porque parecia que eu estava assistindo a uma peça de teatro. Não sei por que, mas nossos atores parecem não entender que atuar em cinema, novela e teatro exige estilos diferentes de atuação.
Pulsa sensibilidade e rodo cotidiano...e confere o chá de alface para combater insônia.
Achei raso, não consegui me envolver numa trama que tem um fio de história… mesmo tendo bons atores, o roteiro não sustenta nada.
O microuniverso de um casal de idosos e sua pacata rotina. Sensível e delicado, só faltou mais profundidade. Baseado no livro de Vanessa Bárbara.