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Duração
Em São Paulo, Mariza divide o tempo entre o home office e colorir mandalas. Márcia pinta o teto da cor do céu. E Antônio, ou Juninho, quer parar com o trabalho de motorista de aplicativo e fazer um filme.
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Um amigo pessoal deste diretor aconselhou-me a conhecer o seu trabalho e fiquei fascinado no primeiro contato: o modo sensível como ele apresenta o cotidiano quarentenário de sua mãe solitária é incrível (não esquivando-se de filmá-la defecando ou banhando-se). Demorei a perceber que a outra personagem era sua tia (irmã gêmea da protagonista - risos), mas gostei muito do ritmo cadenciado da solidão pandêmica. O título e muitas referências cinéfilas são explicadas pelo terceiro segmento do filme, protagonizado (em 'off') pelo próprio diretor, que dirige um aplicativo de caronas automobilísticas. Pareceu supérfluo num primeiro contato, mas, depois que li uma magistral análise do filme (a cargo do brilhante Marcelo Ikeda), compreendi o quão relevante é todo o processo. Muito bonito, estou apaixonado pelo Antônio Fargoni, podem dizer a ele! <3 (WPC>)