Comédia musical sobre o surgimento do jazz na União Soviética, nos anos 20 e 30. Kostia é um jovem morador de Odessa que tem a música como grande paixão. Ele monta uma banda de jazz e defende a ideia de que esse estilo musical americano representa a arte proletária. O grupo viaja por várias comunidades soviéticas, vivendo aventuras tragicômicas mas também fazendo sucessso entre público e crítica.
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Que filme gostoso de ver, leve, brincalhão sem abrir mão da crítica.
A lida de uma banda de Jazz na URSS, tão certa sobre o que é revolucionário e o que não é revolucionário, quando a alegria da arte é uma das coisas mais revolucioria que existe.
Comédia musical soviética inusitada e descompromissada, mas que não deixa de ter críticas sociais, dirigida por Karen Shakhnazarov (de “O mensageiro” e “Tigre branco”), hoje diretor da Mosfilm, um dos maiores e mais antigos estúdios de cinema da Rússia. Conta a jornada de idas e vindas de três músicos inspirados e novatos, que improvisam instrumentos para criar um conjunto de jazz, uma dixie band (estilo musical malvisto, por ser um tipo de música “menor”, dos negros e dos proletários, e ligado aos EUA, país capitalista - a história tem como pano de fundo a década de 20, já com a URSS formada). Fazem certo sucesso e passam a viajar levando a música para pequenos grupos e salões. Com parcos recursos, reutilizam materiais domésticos e de cozinha, como potes de cobre como prato, e recorrem a instrumentos antigos e gambiarras para emitir o melhor som do mundo, e assim alegrar a vida das pessoas.
É um filme pouco conhecido, sobre a revolução da música nas comunidades, o poder de transformação dela (para quem faz e para quem ouve), e trata da união de esforços para algo coletivo e inovador. Tem muitos números musicais e longas cenas de preparação do conjunto e do grupo nos palcos. Recomendo os apreciadores de música assistirem – o filme acaba de sair em DVD pela CPC-Umes Filmes em boa cópia.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
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My iz dzhaza ou We Are From Jazz, como o próprio nome já diz, é um tributo vigoroso e memorável ao gênero musical, que surpreendentemente, teve seus seguidores devotos na União Soviética. O que o cineasta Karen Shakhnazarov faz nessa película é criar um retrato que é ao mesmo tempo doce e satírico, do próprio país em um período sombrio.
As desventuras e situações vividas pelo grupo de músicos são divertidas e capazes de atrair até mesmo aqueles que não gostam do estilo.
O único motivo do filme não ter uma nota maior, é a sua cena final, desnecessária e excessivamente deslumbrada, que ameaça destruir com toda a sua sutileza.