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Data de lançamento
20 Set. 1992Duração
Gordon Bombay (Estevez) é um talentoso advogado que está vivendo o auge de sua carreira profissional. Mas apesar do sucesso ele é constantemente atormentado por seu passado quando, ainda criança, perdeu um pênalti decisivo na final da Liga Infantil de Hóquei. Este fato fez com que ele se afastasse do esporte. Mas um dia, Bombay é preso por cometer infrações de trânsito e, para não ir pra cadeia, aceita prestar serviços à comunidade: terá que treinar um time infantil de hóquei com os piores jogadores que já patinaram sobre o gelo. Agora, ele tem que voltar a amar o esporte e ainda por cima, transformar seus garotos em vencedores!
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Embora, não seja uma comédia marcante, NÓS SOMOS OS CAMPEÃOS, propõe um razoável entretenimento vespertino numa sessão da tarde descompromissada. Competitivo advogado (Emílio Esteves) vive seu auge profissional, mas possui um sentimento mal resolvido da sua infância por perder um pênalti numa partida final de Hóquei. Para não ser preso por causa de uma infração de trânsito, ele é colocado para prestar serviços comunitários onde irá treinar péssimo time de hóquei sob o gelo. Isso o fará aproximar do esporte. Emílio Esteves está carismático e possui bom entrosamento com o elenco mirin.
Eu comecei a ver a trilogia pelo segundo filme, que achei ótimo. E quando vi o primeiro filme me surpreendi com a quantidade de personagens que tinham no original e não vieram para sequência. E outra coisa que me surpreendeu foi o beijo da personagem Connie com o Guy durante a comemoração da final, nunca tinha me atentado com aquela cena, sempre achei que a atriz nunca havia beijado ninguém na trilogia. A própria atriz Marguerite Moreau chegou a comentar em entrevistas que, na época, essa cena do beijo com o Guy (Garette Ratliff Henson) era muito esperada por ela, por ser o seu primeiro filme e por terem filmado no último dia de gravações! Mas com relação à história, ela é muito boa e a trilha sonora do final e ótima.
O filme é nostálgico demais, em todos os aspectos: não só na estética, mas também nos personagens, no roteiro e na trama clichê. O arco do personagem que é visto com desconfiança, assim como aqueles que confiam nele, segue um padrão clássico: primeiro, perdem a confiança, para depois retornarem ainda mais fortes e unidos, culminando em um final vitorioso.
Gostei muito da adição de Banks ao time. À primeira vista, parece que ele vai dividir o elenco, mas, no final, todos se entendem. Banks, assim como Bombay, veio do mesmo lugar e era o destaque do time, trazendo uma camada extra de conexão entre eles. O melhor é que cada personagem tem seu momento de protagonismo: o próprio Banks, levando o time à final, mas saindo machucado e conquistando o respeito dos amigos; Fulton, como arma secreta; Goldberg, fechando o gol quando necessário; Tammy Duncan, contribuindo em uma jogada ensaiada com vários outros; e Charlie, fechando o caixão de maneira poética, lembrando o próprio lance de Bombay. A conversa entre eles, destacando que ele fez o mais difícil e que por pouco não se sagraram campeões, é marcante. O disco entrando, com requintes de crueldade, batendo na trave e parando no fundo do gol, sela o título merecido dos Patos!
Essa nostalgia, aliada à simplicidade encantadora da narrativa, faz de The Mighty Ducks um marco dos filmes esportivos dos anos 90. A direção de Stephen Herek acerta ao equilibrar humor, coração e lições de vida, sem nunca soar forçada. A química entre o elenco jovem é contagiante, e Emilio Estevez, como o treinador Gordon Bombay, entrega uma performance carismática que ancora a história. A conexão entre Banks e Bombay, ambos vindos de origens semelhantes e com Banks brilhando como o talento principal do time, reforça o tema de redenção que permeia o filme. As cenas de hóquei, embora coreografadas de forma um pouco exagerada para a época, capturam a emoção do esporte e a tensão das partidas, especialmente na final. Além disso, a mensagem sobre trabalho em equipe, superação e redenção ressoa até hoje, tornando o filme não apenas um produto de sua era, mas uma história atemporal que continua inspirando gerações. É o tipo de filme que te faz querer calçar os patins e sonhar com uma vitória improvável, seja no gelo ou na vida.
Assistido em 11/07/2025
Não sei como me sinto sobre o plot do Joshua Jackson tentando fazer o Emilio Estevez comer a mãe dele.
Gostava muito de assistir à trilogia no SBT, quando era criança, mas já não lembrava nada da história. Embora seja um filme bem formulaico, é bem honesto na proposta e muito bem feito.