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Data de lançamento
29 Out. 2015Duração
O Bruno é um arquiteto que tem uma vida perfeita: Uma família linda e um bom trabalho. De qualquer forma, Bruno tem um profundo sentimento de mal-estar. Ele decide deixar sua esposa para ficar sozinho e ter tempo para se encontrar. Um homem de negócio oferece-lhe para construir um marco icônico na cidade de Santiago. Motivado por este desafio profissional, Bruno sente que ele pode encontrar uma mudança em sua vida por uma via profissional. Ele começa a trabalhar com um jovem professor de história chamado Fer que é ágil, enérgico, cativante e gay. Inicia-se entre eles um inesperado e intenso romance. Agora, ele deve decidir o seu caminho.
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Uma agradável surpresa. Fui assistir não esperando muita coisa e acabou que entregou um casal bacana, fofo e com um desfecho muito maduro e realista. A música final é uma maravilha.
Um dos poucos filmes gays que vi que tem um roteiro mais pé no chão, é praticamente contando uma história real de um adulto que se descobriu muito tarde(apesar de eu achar ele bissexual), até o estilo de fotografia me lembra bastante essa coisa de pessoas reais(o que eu também considero um tipo de cinematografia mais amadora propositalmente), o final foi o que nao me agradou mas ele é tão real, o que mais acontece dentro desse meio, a pessoa negar/não fazer acontecer uma nova realidade seja por conta da sociedade, da familia e diversos impecilhos internos e externos, é um filme bom! Mas não chega a ser magnificante
Num primeiro momento achei que seria "mais um filme LGBTQIA+ com final triste". Engano. O negócio, percebo, é que estamos muito acostumados à escolas de cinema com tramas baseadas nos arquétipos da jornada de amadurecimento, com começo, meio e fim. Porém, esquecemos de um detalhe: a vida comum, a vida banal, não é assim. E nesse sentido o filme traz sim reflexões.
A metáfora da ponte é interessante, por exemplo. Bruno deseja moldar um elo de ligação entre o passado e as perspectivas de futuro. Contudo, esquece que, por vezes, para você seguir adiante tem que deixar alguma coisa para trás — e até destruir o imaginário de que bastaria fazer uma ponte.
E é massa a questão de como todos veem o óbvio, todos ao redor querem seguir em frente, mas o arquiteto, exatamente aquele que deveria moldar coisas sólidas, não consegue notar isso. É o medo, são os fardos, preconceitos internos que fazem o papel de águas revoltas que destroem essas pontes.
Não, não é um filme magnífico. Porém, só pelo olhar diferenciado, só por trazer a visão chilena sobre o assunto, já é uma experiência diferenciada. Se você quer um filme sobre a vida, sem firulas, sem romantizações, um filme pé no chão, este é para você.
Apenas um bom filme na temática da homossexualidade.
O filme é um bom passatempo, não trás grandes reflexões, mas é interessante. 09.09.20