Adaptação do romance de Antonio Tabucchi, em que um francês viaja pela Índia, a partir de Bombaim, em busca de um amigo, percorrendo uma trajetória de miséria, estranheza, poesia e auto-conhecimento.
"Temos todos duas vidas: a real, com que sonhamos em crianças e com que continuamos a sonhar em adulto, como num nevoeiro, e a falsa, a que vivemos todo dia com as pessoas, a vida prática, útil, que nos conduz ao túmulo..."
Uma pena que aparentemente Noturno Indiano tenha sido tão pouco visitado, um filme bonito em todos os aspectos, com um final "metalinguisticamente" maravilhoso.
Ótima adaptação do romance de Antonio Tabucchi, que poderia ser resumido na busca de um homem por sua identidade, sua alma... seu atma, como disse a vidente; através de variados pontos da Índia: desde hotéis desmantelados, um hospital, a sede da Sociedade Teosófica, praias, hotéis de luxo.. Achei muito criativas as adaptações de roteiro do diretor, (há várias trocas de personagens), dentre estes a excelente inclusão de Peter Schlemihl, deixando a história ainda mais interessante, pois mistura os universos literário ao cinematográfico, já que esse é o nome de um personagem da literatura de Adelbert von Chamisso, que da mesma forma busca descobrir-se a si mesmo. Outra inteligentíssima modificação foi a troca do final. No livro, o protagonista diz à Christine que está a escrever um livro, ao passo que no filme o objetivo é de escrever um roteiro de cinema, e é justamente nesse final que, na minha opinião Alain Corneau, me perdoem, superou Antonio Tabucchi. Ver os personagens fundindo-se com um simples trocar de mesas é muito mais impactante num filme do que numa narrativa subjetivada.
"Temos todos duas vidas: a real, com que sonhamos em crianças e com que continuamos a sonhar em adulto, como num nevoeiro, e a falsa, a que vivemos todo dia com as pessoas, a vida prática, útil, que nos conduz ao túmulo..."
Uma pena que aparentemente Noturno Indiano tenha sido tão pouco visitado, um filme bonito em todos os aspectos, com um final "metalinguisticamente" maravilhoso.
Ótima adaptação do romance de Antonio Tabucchi, que poderia ser resumido na busca de um homem por sua identidade, sua alma... seu atma, como disse a vidente; através de variados pontos da Índia: desde hotéis desmantelados, um hospital, a sede da Sociedade Teosófica, praias, hotéis de luxo.. Achei muito criativas as adaptações de roteiro do diretor, (há várias trocas de personagens), dentre estes a excelente inclusão de Peter Schlemihl, deixando a história ainda mais interessante, pois mistura os universos literário ao cinematográfico, já que esse é o nome de um personagem da literatura de Adelbert von Chamisso, que da mesma forma busca descobrir-se a si mesmo. Outra inteligentíssima modificação foi a troca do final. No livro, o protagonista diz à Christine que está a escrever um livro, ao passo que no filme o objetivo é de escrever um roteiro de cinema, e é justamente nesse final que, na minha opinião Alain Corneau, me perdoem, superou Antonio Tabucchi. Ver os personagens fundindo-se com um simples trocar de mesas é muito mais impactante num filme do que numa narrativa subjetivada.