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Um inventário da vida e da obra de Antônio Francisco Lisboa, o artista mais expressivo do Brasil colônia. Nascido em 1738 na antiga Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG), cedo tornou-se conhecido pelas originais concepções técnicas e artística que introduziu em seu ofício de escultor. Além das obras realizadas em Ouro Preto, trabalhou também em Tiradentes, Congonhas do Campo, Sabará, Mariana e outras cidades vizinhas, mesmo acometido por uma doença que o deformou, mas que não o impediu de continuar sua obra monumental e comovente. Baseado em texto e roteiro de Lúcio Costa.
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O curta é um riquíssimo complemento à leitura histórica crítica e materialista que Joaquim Pedro havia apresentado em “Os inconfidentes” (1972).
“(...) Naquele meado de século [XVIII], estava-se às vésperas de um novo surto artístico, verdadeiro renascimento. Apesar da clausura imposta pela metrópole, as ideias nascidas do Enciclopedismo e o eco das revoluções vararam os mares, os montes e os vales e, encontrando ambiente propício, aninharam-se ali, no delimitado espaço urbano de Vila Rica. A Casa dos Governadores, vista aqui em seu aspecto primitivo e em sua forma atual, dominava a praça saturada de vitalidade, em que conviviam poetas e eruditos, prelados, bacharéis, músicos, arquitetos, pintores, escultores e mestres de vários ofícios. O Palácio e a Casa da Câmara, hoje Museu da Inconfidência, que em breve o confrontaria do outro lado da praça, veriam despertar ali a consciência cívica e crescer aquele anseio de liberdade que Tiradentes, afinal, catalisou.” (Texto de Lúcio Costa narrado por Ferreira Gullar)
Passei hoje na minha turma de 1° ano do ensino médio, ao abordar o Barroco.
Filme 120/2024
Visto em 26/08/24
O tom didático que a narrativa poderia ter é compensado pelo diretor com uma câmera sempre em movimento e a trilha sonora de música do período barroco composta por autores brasileiros.
Aleijadinho foi e continua sendo um dos maiores artistas desse planeta, o curta tá lindíssimo.
Para os padrões tropicalistas da obra de seu diretor, é bastante convencional, mas ainda assim maravilhoso: aborda as minúcias arquitetônicas do biografado com maestria e aborda questões paralelas à sua conformação artística (detalhes pessoais, tradições de época, etc.) a partir da solene narração de Ferreira Gullar, que inebria-nos progressivamente, em conjunto com uma trilha musical escolhida de maneira primorosa. Convencional, porém digno de elogios e renomado interesse. E visualmente lindo - arrebatador, para ser preciso. Como era esperado na lida histórica! (WPC>)