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Duração
1845, Oregon. Uma caravana composta por três famílias contrata o explorador Stephen Meek para guiá-los através da Cordilheira das Cascatas. Afirmando conhecer um atalho, Meek conduz o grupo ao longo das planícies desérticas por um caminho não assinalado, acabando por se perder num deserto de pedras. Os emigrantes terão de enfrentar a fome, sede e a falta de fé que demonstram no instinto de sobrevivência uns dos outros. Quando um nativo-americano cruza seu caminho, os emigrantes sentem-se divididos entre depositar a sua confiança num guia que provou ser pouco confiável e um homem que sempre viram como um inimigo natural.
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Concorreu ao leao de ouro em Veneza. Naquele ano, o Tarantino foi o preside te do juri.
Logico q um filme contendo Paul Dano, nao teria chances. Rsrs.
Cinema contemplativo / Slow Cinema.
Se vc nao gosta desse umbrella term, fique bem longe.
Na geracao da gratificacao instantanea e tiktok, eh dificil manter a concentracao.
E ainda vi com sono.
Gostei da abertura e de mtas tomadas lentas e transicoes, recheado de semiotica.
O final me irritou. Depois voltei, e gostei. Eh faroeste revisionista, mas nao maniqueista. Nao pinta os vikoes classicos (indigenas) como mocinhos, e nem as mulheres como seres morais infaliveis.
A inferencia sobre sse o indigena pretendia ajuda-los ou destrui-los, fica ao sabor do fregues; assim como se eles continuaram a seguir o indigena ou se mudaram a rota.
Nao nego, gostaria q tivesse sido um filme nao meditativo e mais convencional. Slow Cinema realmente nao eh para todos.
A intenção é honesta mas a execução deixou a desejar. Parece que todos estavam atuando abaixo do radar, sem buscar um destaque maior, talvez como forma de representar indivíduos endurecidos pelas difíceis condições de uma jornada tão custosa. Para mim, teve um efeito monótono.
"Meek's Cutoff" apresenta a vida dos pioneiros de maneira realista, em toda sua dificuldade, incerteza, paciência e aura contemplativa, mas sinto que a diretora Reichardt não construiu uma narrativa visual à altura da beleza árida da região de Oregon, o que também impediu minha conexão à obra. Talvez esta história caísse melhor nas mãos de Terrence Malick, mas isso é apenas preferência pessoal.
Bebeu agua?
-não
Tá com sede?
-morrendo.
Keep Walking - Johnnie Walker e...
Siga o índio.
Contemplativo, silencioso e agua, agua, agua... "Meek's Cutoff" conta a história desses grupos de colonos americanos que viajavam velho oeste a fora no agreste gringo, para o terreno deles, comprado vendido acho que por algum índio ou por algum tataravô do Sérgio Naya nos States.
Pegando um atalho errado, sugerido pelo guia Stephen Meek (Bruce Greenwood), eles andam feito os judeus sem profetas pelo deserto, só faltando encontrar placas no caminho estritas "Quintos" encontrando até a bota de um certo apostolo. Como todos os anjos ficaram na terra santa, eles encontraram um índio. E colonos no oeste, tem um cagaço brabo por índio. Sem perder tempo então, eles dão umas bica no bichinho e obrigam ele a encontrar agua pra turma.
Dirigido por Kelly Reichardt, o filme vai mostrando as desventuras dos colonos, que tentam avançar para seu destino, mas tem a sede, como sua principal inimigo e não a falha do GPS. Mas como o ligar é insípido, isso se soma junto medo de virar comida de tribos de índios, que habitam o local.
A fotografia é belíssima, as imagens captadas das locações são de tirar o fôlego e fazer a gente beber água, só pra tirar onda com o grupo de colonos, que parecem mais turistas pelo oeste. O filme é lento, parado e silencioso, e o que acontece mesmo é uma tensão sobre os rumos que Meek tomou, e as consequências que isso estava acarretando.
Emily Tetherow (Michelle Williams), toma a frente das questões das coisas, fica quase amiga do índio, e peita as decisões do Meek. Rola algumas situações mais agravantes mas o filme não sai disso.
As cenas finais, é uma coisa tão ambígua, que acho que só com a boca seca de três dias, se consegue entender.
Além de Michelle Williams e Bruce Greenwood, o filme conta com Paul Dano, Zoe Kazan, Will Patton, Rod Rondeaux, Neal Huff e a Murta que Geme, mas que nesse filme não dá um pio.
Muito subestimado. Reichardt tem um olhar discreto, mas muito acurado sobre os EUA dos rincões.