Um grande balão de repente aparece sobre algumas aldeias e campos e rouba a atenção dos camponeses. Eles começam a gostar do convidado inesperado de lugar nenhum pela sua beleza e existência livre. Um policial chega, e com ele os sonhos de liberdade são varridos.
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Tristíssimo saber o que aconteceu ao filme, por causa da incompreensão e falta de humor dos dirigentes comunistas de seu país. Uma realizadora pioneira calada por quem deveria defender a eqüidade entre as pessoas. O que ela denuncia, infelizmente, permanece bastante atual. Amei a diversidade de cartelas com citações, de Maquiavel à Bíblia, com direito a uma reflexão sobre ao afã por batalhas dos espartanos. Deu pena da mulher-lebre, mas, ao mesmo tempo, é triste que, em dado instante, ela se junte aos destruidores de novidades - e, como tal, pensei na canção icônica de Gilberto Gil, sobre a baleia despedaçada na praia... A seqüência dos cachorros, para mim, é o ponto alto do filme, incisivo em sua demonstração de que a reiteração do medo possui uma função de controle político bastante definida. Filme inteligentíssimo e corajoso. Um tanto frio, por motivos óbvios, no humor pretendido, mas poderoso no que traz à tona. E triste. Vide tudo o que acontece ao burrico, tadinho! (WPC>)