Acusado do assassinato da esposa, Léonard Maurizius é condenado à prisão perpétua por ter enfrentado Wolf Andergast, um promotor implacável..
Após 18 anos, Wolf Andergast, agora juiz, precisa encarar o próprio filho, encarregado de desvendar todos os segredos do caso.
Não conhecia nem o romance original nem o filme dele derivado. Ganhei o primeiro de um amigo olavista e demorei bastante na leitura, dada a densidade digressiva da obra. A adaptação ficou famosa pela adoção de muitos 'flashbacks', direcionadas à apreciação num tribunal. Sei que o Duvivier foi atacado enquanto representante do "cinéma de papá", mas demonstrou enorme habilidade na interpretação/adaptação da obra, que ficou sintética e bastante fiel aos propósitos originais: houve apenas a supressão de uma personagem e uma leve (porém capital) alteração no desfecho. Temi que as menções homossexuais fossem abortadas, mas até que elas foram eficientemente transcritas. Há muito mais por detrás da mera abordagem advocatícia, um conflito geracional de proporções violentas que, no romance, deu origem a mais dois livros. Interessante descoberta! (WPC>)
Critíca francesa de sempre, sobre as leis judiciarias, bom filme, e com final pesado