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Jadotville - Estados Unidos da América
Sinopse
Baseado nos eventos do Cerco de Jadotville, um batalhão de soldados irlandeses em missão de paz na África é cercado por mercenários e abandonado por seus superiores.
Um filme de guerra muito sólido, principalmente pelas cenas de combate e pela tensão constante do cerco. Gostei de como mostra soldados comuns tentando sobreviver numa situação impossível. Só senti falta de aprofundar mais alguns personagens além do comandante.
Roger Faulques foi um dos mercenários franceses mais emblemáticos do século XX, uma figura que personifica o mundo cinzento das guerras coloniais, das operações clandestinas e do mercenarismo pós-Segunda Guerra Mundial. Sua trajetória mistura coragem militar, pragmatismo brutal e uma profunda desilusão com a política francesa do pós-guerra. Faulques nasceu em 1924, na França, e ainda jovem foi lançado no turbilhão da Segunda Guerra Mundial. Lutou na Resistência Francesa, experiência que o marcou profundamente: combate irregular, ações de pequeno grupo, sabotagem e sobrevivência em território hostil. Esse tipo de guerra moldou seu perfil e explicaria muito do caminho que ele seguiria depois. Com o fim da guerra, Faulques seguiu carreira militar regular e foi enviado para a Indochina Francesa, onde a França tentava manter seu império colonial contra o Viet Minh. Ali, ele ganhou reputação como oficial duro, experiente em contraguerrilha, conhecedor da selva e da guerra assimétrica. A Indochina foi um choque brutal para muitos oficiais franceses: uma guerra longa, impopular e, no fim, perdida. Para Faulques, foi também o início da ruptura entre o soldado profissional e o Estado que o comandava. Depois da derrota francesa em 1954, Faulques foi deslocado para outro conflito colonial decisivo: a Guerra da Argélia. Nesse período, ele se aproximou do círculo de oficiais paraquedistas e legionários que acreditavam que a Argélia deveria permanecer francesa a qualquer custo. Quando o governo de Charles de Gaulle começou a sinalizar uma saída negociada, muitos desses homens se sentiram traídos. Foi nesse contexto que Faulques se ligou à OAS (Organisation de l’Armée Secrète), organização clandestina formada por militares e civis que lutavam violentamente contra a independência argelina. A OAS conduziu atentados, assassinatos e operações clandestinas tanto na Argélia quanto na França. Faulques esteve envolvido nesse submundo da guerra secreta e acabou sendo preso pelas autoridades francesas. Após sua libertação, ficou claro que não havia mais lugar para ele dentro da França oficial. Como muitos outros veteranos das guerras coloniais, Faulques seguiu o caminho do mercenarismo, levando sua experiência para conflitos onde governos frágeis, empresas ou interesses estrangeiros precisavam de soldados profissionais. Seu destino mais famoso foi a África, especialmente o Congo nos anos 1960, durante o caos que se seguiu à independência do país. Lá, Faulques atuou como comandante de mercenários europeus em meio a rebeliões, secessões e intervenções estrangeiras. Diferente da imagem romantizada do mercenário aventureiro, Faulques era visto como um profissional frio, focado em disciplina, eficiência e sobrevivência. Não era um ideólogo naquele momento — a ideologia havia ficado enterrada na Argélia. Ele também passou por outros teatros africanos, sempre orbitando guerras civis, golpes e conflitos pós-coloniais, onde ex-oficiais europeus encontravam espaço para continuar lutando longe do olhar da imprensa ocidental. Com o tempo, Faulques se afastou da linha de frente e passou a refletir sobre sua própria trajetória. Diferente de muitos mercenários que cultivaram fama ou escândalos, ele manteve um perfil relativamente discreto nos anos finais. Ainda assim, tornou-se uma figura simbólica: o soldado francês que começou como resistente antifascista, lutou pelo império, rebelou-se contra o próprio governo e terminou como mercenário em guerras esquecidas. Roger Faulques morreu em 2011, deixando para trás uma biografia que resume o colapso do império colonial francês e o surgimento das guerras “sem bandeira” do pós-guerra. Para muitos, ele é um personagem controverso; para outros, um soldado coerente com sua própria visão de honra. Mas, acima de tudo, Faulques representa uma geração de combatentes que nunca conseguiu voltar completamente à vida civil — porque o mundo após 1945 simplesmente não tinha mais lugar para eles.
PS: No filme O Cerco de Jadotville ele aparece. Sim, é um filmaço, subestimado, a cena do bar em que Quinlan toca na ferida da ocupação alemã da França é absolute cinema. O ator fez um bom trabalho
Tipo um 13 Horas com mais gente encantuada e mais dramas. Vale o registro histórico e as cenas de ação. Nada de muito elaborado, mas, se os fatos se deram assim, assim devem ser retratados. Beleza. O que se deu no campo da geopolítica é o mais relevante, embora tenha sido tratado de soslaio.
Um filme de guerra muito sólido, principalmente pelas cenas de combate e pela tensão constante do cerco. Gostei de como mostra soldados comuns tentando sobreviver numa situação impossível. Só senti falta de aprofundar mais alguns personagens além do comandante.
Roger Faulques foi um dos mercenários franceses mais emblemáticos do século XX, uma figura que personifica o mundo cinzento das guerras coloniais, das operações clandestinas e do mercenarismo pós-Segunda Guerra Mundial. Sua trajetória mistura coragem militar, pragmatismo brutal e uma profunda desilusão com a política francesa do pós-guerra.
Faulques nasceu em 1924, na França, e ainda jovem foi lançado no turbilhão da Segunda Guerra Mundial. Lutou na Resistência Francesa, experiência que o marcou profundamente: combate irregular, ações de pequeno grupo, sabotagem e sobrevivência em território hostil. Esse tipo de guerra moldou seu perfil e explicaria muito do caminho que ele seguiria depois.
Com o fim da guerra, Faulques seguiu carreira militar regular e foi enviado para a Indochina Francesa, onde a França tentava manter seu império colonial contra o Viet Minh. Ali, ele ganhou reputação como oficial duro, experiente em contraguerrilha, conhecedor da selva e da guerra assimétrica.
A Indochina foi um choque brutal para muitos oficiais franceses: uma guerra longa, impopular e, no fim, perdida. Para Faulques, foi também o início da ruptura entre o soldado profissional e o Estado que o comandava.
Depois da derrota francesa em 1954, Faulques foi deslocado para outro conflito colonial decisivo: a Guerra da Argélia. Nesse período, ele se aproximou do círculo de oficiais paraquedistas e legionários que acreditavam que a Argélia deveria permanecer francesa a qualquer custo. Quando o governo de Charles de Gaulle começou a sinalizar uma saída negociada, muitos desses homens se sentiram traídos.
Foi nesse contexto que Faulques se ligou à OAS (Organisation de l’Armée Secrète), organização clandestina formada por militares e civis que lutavam violentamente contra a independência argelina. A OAS conduziu atentados, assassinatos e operações clandestinas tanto na Argélia quanto na França. Faulques esteve envolvido nesse submundo da guerra secreta e acabou sendo preso pelas autoridades francesas.
Após sua libertação, ficou claro que não havia mais lugar para ele dentro da França oficial. Como muitos outros veteranos das guerras coloniais, Faulques seguiu o caminho do mercenarismo, levando sua experiência para conflitos onde governos frágeis, empresas ou interesses estrangeiros precisavam de soldados profissionais.
Seu destino mais famoso foi a África, especialmente o Congo nos anos 1960, durante o caos que se seguiu à independência do país. Lá, Faulques atuou como comandante de mercenários europeus em meio a rebeliões, secessões e intervenções estrangeiras. Diferente da imagem romantizada do mercenário aventureiro, Faulques era visto como um profissional frio, focado em disciplina, eficiência e sobrevivência. Não era um ideólogo naquele momento — a ideologia havia ficado enterrada na Argélia.
Ele também passou por outros teatros africanos, sempre orbitando guerras civis, golpes e conflitos pós-coloniais, onde ex-oficiais europeus encontravam espaço para continuar lutando longe do olhar da imprensa ocidental.
Com o tempo, Faulques se afastou da linha de frente e passou a refletir sobre sua própria trajetória. Diferente de muitos mercenários que cultivaram fama ou escândalos, ele manteve um perfil relativamente discreto nos anos finais. Ainda assim, tornou-se uma figura simbólica: o soldado francês que começou como resistente antifascista, lutou pelo império, rebelou-se contra o próprio governo e terminou como mercenário em guerras esquecidas.
Roger Faulques morreu em 2011, deixando para trás uma biografia que resume o colapso do império colonial francês e o surgimento das guerras “sem bandeira” do pós-guerra. Para muitos, ele é um personagem controverso; para outros, um soldado coerente com sua própria visão de honra. Mas, acima de tudo, Faulques representa uma geração de combatentes que nunca conseguiu voltar completamente à vida civil — porque o mundo após 1945 simplesmente não tinha mais lugar para eles.
PS: No filme O Cerco de Jadotville ele aparece. Sim, é um filmaço, subestimado, a cena do bar em que Quinlan toca na ferida da ocupação alemã da França é absolute cinema. O ator fez um bom trabalho
Filme ok. Nada de espetacular mas ok.
Bom filme de "combate". E uma historia q merece ser recuperada.
Tipo um 13 Horas com mais gente encantuada e mais dramas. Vale o registro histórico e as cenas de ação. Nada de muito elaborado, mas, se os fatos se deram assim, assim devem ser retratados. Beleza.
O que se deu no campo da geopolítica é o mais relevante, embora tenha sido tratado de soslaio.