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Duração
Filme que marca o Novo Cinema Português. Marta, deixa o marido. Fartou-se. Sabe que há coisas que já não lhe interessam e tenta vida nova. É hospedeira de terra numa companhia de aviação e modelo de uma agência de publicidade. Tem problemas de dinheiro e recorre a Vítor, para melhorar as coisas. Mas tudo piora. Vítor – um contrabandista a quem a vida já tudo ensinou e que já não tem esperança – agrada-lhe, conforta-a, mas não lhe dá nada do que verdadeiramente precisa. Certo dia, ele aparece morto. Culpa sua? Um descuido? E Marta prossegue, sempre de certo modo sozinha, o seu caminho, em busca de qualquer coisa, numa terra que não é bem a sua.
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Pérola inquestionável do cinema português, estou verdadeiramente encantado com o percurso da personagem principal rumo ao desencanto e à maturidade (isso é, se as duas palavras não são sinônimos) e com a poderosa fotografia aliada ao depuro do enredo, que deixa de lado o histrionismo do cinema comercial para abraçar, com força, a solenidade narrativa. Marta não sairá da cabeça por um tempo.... ela e suas falsas sardas. Que filme majestoso!