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Data de lançamento
9 Dez. 2020Duração
A saga de Augustine, um cientista solitário no Ártico, que corre para impedir Sully e seus colegas astronautas de voltarem para casa em meio a uma misteriosa catástrofe global.
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⚠️ Alerta de Spoiler: Se você ainda não viu o filme, corre daqui.
Lançado no auge da pandemia como a grande aposta da Netflix para as premiações no cinema, "O Céu da Meia-Noite", dirigido e protagonizado por George Clooney, é uma melatonina em forma de streaming. É um tédio orçado em US$ 100 milhões, feito para você dormir e babar litros no sofá. O longa tenta se vender como uma ficção científica filosófica, poética e melancólica, na linha de "Gravidade" ou "2001", mas o resultado final é apenas um filme lento e sonolento, uma angústia que, de tão paradão, se não te levar para a cama, não vai de nenhum lugar para lugar nenhum.
A trama se divide em dois eixos que não se conversam direito. No Ártico, acompanhamos Augustine (George Clooney), um cientista doente tentando avisar a nave Aether para não retornar à Terra, por ela se encontrar devastada por uma catástrofe radioativa. Essa parte, impulsionada pela presença de uma garotinha silenciosa, até tenta entregar um mistério e algum drama humano, mas naufraga em cenas de ação constrangedoras — como a do gelo se rachando em sequências que mais parecem um mar de plástico digno dos meus queridos filmes B. Se o lado da Terra empaca, o lado do espaço é uma desgraça. As cenas da tripulação flutuando parecem servir apenas para o fetiche do diretor com o efeito de gravidade zero, acompanhadas por uma cenografia artificial que deve ter sido a festa do fundo verde, com imagens de Júpiter que mais parecem uma proteção de tela colorida do Windows 98.
O roteiro se arrasta mais que cosplay de zumbi e faz a gente perder a paciência e o interesse, fazendo o sono tomar conta do nosso corpo. As complicações espaciais e a chuva de meteoros soam como marmita requentada de outros filmes do gênero, falhando miseravelmente em criar qualquer tipo de tensão. Quando a revelação final surge para tentar dar um caldo de emoção na minha cabeça, eu já estou na "Hora do Pesadelo VIII", correndo daquele desgraçado nos meus sonhos.
"O Céu da Meia-Noite" é a prova de que dinheiro não compra talento. Um projeto pretensioso que mirava o Oscar e acertou o Maracujá de Lata, entregando uma experiência chata, cansativa, descartável e com cara de série genérica de streaming. É uma ficção científica sem força, cujo único efeito real foi fazer a gente recuperar o sono perdido e agradecer a Deus por não ter perdido o dia no cinema.
Que viagem!😴😴😴😵💫
ruim
16.11.2025
Bom. Sem grande expectativas, vai.