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Fatos são misturados a uma realidade imaginada, criada e encenada, neste documentário que conta a vida de um garoto (Silvino Santos, 1886-1970) que, nascido em Portugal, apaixona-se pelo Rio Amazonas. Na virada do século, com 13 anos, Silvino cruza o Atlântico em busca daquela Amazônia fantástica imaginada pelos europeus. Em 1913 realiza seu primeiro documentário de longa-metragem. Ele viveria sua aventura contracenando com grandes personalidades, testemunhando acontecimentos marcantes, do fausto à queda do monopólio da borracha. Filmando essa Amazônia do início do século, ele se torna um mito da selva e um dos pioneiros do cinema no Brasil.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
O Cineasta da Selva - 1997 - Brasil - visto no dia 22.10.20
Filme essencial para entendermos e estudarmos o desenvolvimento do cinema nacional, afinal Silvino dos Santos foi um pioneiro do cinema nacional principalmente em retratar a amazonia. Primeiro documentarista ao retratar a amazonia. Quando vi esse filme na mostra do Ecofalante achei sensacional pois nunca ouvido falar antes desse diretor e sua história. Gostei muito do filme com participação de Denise Fraga e a ótima narração de José de Abreu que conduziu bem a narrativa e além de ser um ótimo ator. É uma pena mesmo que muito das suas obras se perderam ao longo do tempo, pois o material de rolo de filme é muito sensível, naquela época era muito comum os insetos comerem os componentes do filme, assim a obra se perdia. Aqui a melhor do longa é quando mostra as filmagens do Silvino que tem uma grande importância histórica sobre a amazonia, os indígenas e toda a sua composição do local. Registros incríveis, importantes para entendermos todo o contexto da amazonia naquela época. Silvino, um português fascinado pela Amazonia, pelo Brasil, veio criança para cá para conhecer esse lugar incrível e histórico, pois imaginava a amazonia através da ótica européia e aqui no Brasil tem essa experiência que imagino deve ter sido gratificante e marcante. No próprio filme cita que ele foi lembrado, teve uma premiação e reconhecimento, mas o mais importante reconhecimento infelizmente do grande público foi muito pouco, ele infelizmente é um diretor muito desconhecido por grande parte da população, uma pena.
As partes de encenação trouxe um pouco do imaginário, do pensamento do Silvino e além de mostrá-lo e evidenciar seus pensamentos sobre o trabalho de cineasta e no registro da amazonia que imagino que tenha sido um prazer do começo ao fim. Bela homenagem do filme, narrativa interessante e importante. Poderia ter explorado mais da vida pessoal do Silvino que vi que era uma pessoa reservada, também mostrar mais das suas obras pioneiras das que sobraram. Filme fundamental para entedermos dois contextos importantes> um pioneiro do cinema nacional, além de documentarista da amazonia.
Nota: 8,0
Belíssimo documentário, com preciosa narração de José de Abreu. Vale a pena conhecer a história do diretor luso-brasileiro Silvino dos Santos, documentarista que deixou um legado rico, embora boa parte de sua obra tenha se perdido. Misturando encenação e filmagens do próprio retratado, as imagens da Amazônia e outras do Brasil nos primórdios do cinema são carregadas de beleza e valor histórico. A trilha sonora é outro bom destaque.
Melhor narração.
Fiquei incomodado com a dupla narração da história, mas, mesmo achando que manter a do José de Abreu fosse mais sensato, acho que não tem como abrir mão de uma Rosi Campos... E pode até não ser o melhor filme nacional, mas tem a sua importância e merece ser mais assistido, assim como o Silvino merece ser mais conhecido e admirado [receber comentários empolgados assim do Márcio Souza não é pra qualquer um]. Vou voltar pras aulas recomendando pra todo mundo.
Um homem visionário que fez o mundo ver e se apaixonar pela Amazônia. Uma história de vida que merece todo o respeito.