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Data de lançamento
16 Dez. 2024Duração
Ao longo dos 8 episódios desta minissérie francesa, lançada em dezembro de 2024, Edmond Dantès, um marinheiro falsamente acusado de traição, é aprisionado no Castelo de If, perto de Marselha. Depois de escapar e adotar a identidade do Conde de Monte Cristo, ele planeja vingança contra aqueles que o acusaram. A obra é baseada no livro homônimo de Alexandre Dumas.
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Boa versão
Boa adaptação. Cenários e figurinos belíssimos. Só uma dica: assistam legendado, pq a versão dublada está com muitas falhas (inclusive falhas que comprometem o entendimento da história).
Maravilhosa! Mesmo com as mudanças referentes à adaptação, fluiu bem e entregou muito. As paisagens são de encher os olhos, direção impecável! [Spoilers] Ótima performance de Sam Claflin, eu já gostava muito da atuação dele desde Me Before You, que exigiu muito, pois era um personagem sem os movimentos do corpo, em Love, Rosie e Jogos Vorazes também foi super bem. Aqui, a atuação é mais contida, o ritmo dos personagens é mais calmo do que na versão do Caviezel. Com o passar dos episódios a gente se acostuma com o desenvolvimento menos exagerado das expressões. Gosto muito da versão de 2002, assisto com minha mãe desde que foi lançada pelo menos uma vez por ano, então tenho um carinho muito grande pela obra e sempre dá um medo de estragarem com adaptações ruins (se é que é possível arruinar uma história tão linda). A versão de 2024 também me agradou bastante. É muito difícil interpretar personagens que já são consagrados em lançamentos anteriores, e por isso o mérito é total do Sam, o personagem carrega essa vingança que à primeira vista parece sutil, pois ele está sempre falando e gesticulando com muita classe, mesmo quando faz (manda fazer) coisas terríveis, mas no fundo está sim tomado por ira, principalmente aqui, onde a série foca quase nada na relação dele com a Mercedes (embora tudo o que faz é justamente por amá-la), fãs do casal se decepcionaram, minha mãe por exemplo ficou chateada quando no final ela pega na mão dele e os créditos aparecem. Pra mim, não prejudicou em nada a mensagem, ficou muito claro o que aconteceu em seguida. Outra coisa que decepcionou a mamãe foi que não houve o momento em que ela conta sobre o Albert, como no de 2002. Novamente, ficou muito óbvio que eles tiveram todo o tempo do mundo pra conversar. Eu entendo que possa ser algo cultural a questão da expressividade, mas em certos momentos me incomodou alguns atores não esboçarem expressões mais convincentes, como em algumas cenas do Harry Taurasi como Fernand, desde o início quando o personagem ainda era pobre até o momento em que ficou rico, a diferença entre ele e o Guy Pearce é gritante, o do Guy é muito mais irritante, chato, invejoso, há muito mais em cena, o vilão tem presença e destaque, o Harry aqui é engolido quando tá interagindo com o Blake ou o Sam. Blake Ritson esteve ótimo em cena como Danglars, foi uma surpresa boa, não lembro de tê-lo visto em outros trabalhos. Sempre digo, quando você sente vontade de pular na tela irritado com um personagem, é porque a atuação foi muito boa. Ana Girardot foi uma Mercedes convincente (e linda) mas a da Dagmara em 2002 me cativou mais, talvez por ter tido mais interações românticas com o Edmond. Mikkel Boe foi melhor Villefort do que o James Frain em 2002, até porque com 8 capítulos a série teve muito mais tempo pra focar nas histórias individuais dos três vilões. Gostaria de ter visto o Albert e a Mercedes com mais tempo de tela. O Riondino entregou um Jacopo muito querido, mas senti falta do Luis Guzmán que é muito carismático e engraçado, um dos meus personagens favoritos. Nicolas Maupas não entregou tanto quanto o Henry Cavill no papel de Albert, a diferença é completamente perceptível, transpareceu certa inexperiência em algumas cenas, mas não prejudicou a obra. Amo os momentos filosóficos entre o Edmond e o Abade que foi interpretado impecavelmente pelo Jeremy Irons, as cenas na prisão são o ponto forte da série, por ser exatamente onde é formada toda a camada social do Edmond, todo o processo dele migrando de ser alguém analfabeto para alguém extremamente culto sobre todo e qualquer assunto. A série tem um tom mais dramático e sério, apesar de um ou outro momento engraçado. O enredo é muito bom e a direção não falha em nada, alguns personagens são desnecessários no geral, mas o fato de estarem presentes agrada quem leu o livro. O Caviezel e o Sam Claflin pra mim estão no mesmo nível, pois cada personagem pediu uma entrega diferente e os dois deram tudo de si. Estou completamente apaixonada pelos lugares da França e da Itália que aparecem na série, a melhor parte é que não há nenhum episódio em que o espectador não tenha contato com construções lindíssimas em pontos turísticos. As cenas do porto em Malta são maravilhosas. A direção de figurino brilhou tanto, fui pesquisar e descobri que a figurinista é alemã, a Ursula Patzak. Fizeram 800 figurinos de época, deve ter dado um trabalho enorme, essas roupas do século XIX são cheias de camadas, fazer um look já dá trabalho, imagine 800. Os vestidos são cheios de detalhes e espartilhos, passam essa vibe europa meio gótica, combinando com a vibe artística dos casarões e palácios. E os sobretudos masculinos se destacam ainda mais do que as roupas femininas. O bege do Jacopo e o preto do Conde são muito bonitos. O Danglars usa umas composições impecáveis meio old goth e que eu, mesmo sendo mulher usaria 100% rsrs. Ambientação e cenografia também, as porcelanas usadas nas cenas são lindas e exatamente como as da época eram, dá pra perceber que há muito estudo de época envolvido. Vou pesquisar mais obras do Bille August e do Nicola Serra para assistir. Produção maravilhosa! Roteiro muito bom considerando a liberdade da adaptação de fugir do óbvio (normalmente me incomoda essas alterações, mas aqui não). A última cena fechou tudo com chave de ouro! Amo esse livro e até agora a maioria das adaptações fizeram um trabalho perfeito respeitando a obra!
É uma boa minissérie, possui algumas liberdades de adaptação mas não compromete o resultado final, bom elenco e não é cansativa, vale a pena ver como curiosidade e para expandir o conhecimento sobre Edmond Dantes.
https://www.youtube.com/watch?v=_pklkonKRjM