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Data de lançamento
23 Nov. 2013Duração
Esta animação é baseada no conto popular japonês “O corte do bambu”. Kaguya era um minúsculo bebê quando foi encontrada dentro de um tronco de bambu brilhante. Passado o tempo, ela se transforma em uma bela jovem que passa a ser cobiçada por 5 nobres, dentre eles, o próprio Imperador. Mas nenhum deles é o que ela realmente quer. A moça envia seus pretendentes em tarefas aparentemente impossíveis para tentar evitar o casamento com um estranho que não ama. Mas Kaguya terá que enfrentar seu destino e punição por suas escolhas..
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Surpreendente!
É um filme extremamente profundo.. você percebe desde o início, mas o final pra mim foi dilacerador 💔
Sinceramente acho que não entendi muito bem os últimos 30 minutos. Mas a estética do filme é tão linda e tudo é tão poético que isso nem me incomodou tanto rs
Ao final, a Princesa diz algo do tipo "Como vou me esquecer deste mundo, com todas suas árvoes, cores, insetos e a compaixão humana?" e vejo que essa frase chama atenção à ausência de toda essa vivacidade ao longo do filme. São poucas as vezes em que a animação mostra todo seu vigor. Quando ela sai correndo para fugir para sua antiga vila ou quando os faisões aparecem, essa vivacidade está em tela, porém poucas vezes retorna.
Se falta coragem em trazer cores e movimento a esse mundo, essa coragem sobra quando se trata da maneira que é conduzida a história de amadurecimento da Princesa.
Falar sobre amadurecer (ou sobre qualquer outra coisa) não precisa ter protagonistas que tomem a história para si, mas quando isso ocorre, como aqui, há um envolvimento maior, há alguém para se torcer. A Princesa Kaguya decide quais são as situações às quais deve se submeter. Ela escolhe o caminho que quer seguir, deixando seu mundo anterior para trás, mesmo depois de buscar refúgio em lembranças que já não são mais capazes de abrigá-la. Ela não consegue esquecer totalmente tudo o que viveu, mas consegue seguir lembrando-se apenas do essencial.
E nessas horas a gente entende porque o Miyazaki detestava tanto o Walt Disney (apesar do filme aqui não ser do Miyazaki). Ele já falou que os filmes da Disney tinham barreiras de entrada e saída muito baixas, e que isso não deve acontecer. As barreiras de entrada podem ser baixas, porém as de saída não. E essa história é exatamente assim: Vemos que parece uma simples narrativa de amadurecimento, porém a cada passo que a protagonista dá, nós somos apresentados a novos dilemas que ela encontra nesse processo, sejam eles relativos a família, à não existência do local onde passou sua infância ou à invasividade e possíveis abusos de homens que entram em seu ambiente familiar (aqui muito bem representados tanto quando um dos pretendentes tenta vê-la sem autorização, quanto quando um deles adentra seu quarto). Interessante vermos uma personagem que não titubeia, que possui opiniões fortes, mas não sendo alguém que não se permita transformações, e sim permitindo que se transforme desde o início sem deixar que ninguém a impeça disso.
Pra quem gostou, recomendo O menino e a garça. Vejo que é mais vigoroso no que uma animação pode trazer.
Revi em 27/fev/2026.