O Demônio das Onze Horas

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O Demônio das Onze Horas (1965)
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Média do filme: 4.1 de 5 — baseado em 5219 votos
MÉDIAFILMOW
4.1
5219 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Jean-Luc Godard
Data de lançamento 29 Ago. 1965 Outras datas
Duração 110 min (1h50)
Classificação indicativa de O Demônio das Onze Horas: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

29 Ago. 1965

Duração

110 minutos Classificação indicativa de O Demônio das Onze Horas: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Casado com uma italiana e entediado com sua vida na alta sociedade, o professor espanhol Ferdinand foge em direção ao sul com Marianne, após um cadáver ser encontrado na casa dela. Eles caem na estrada e deixam um rastro de roubos por onde passam.

Elenco

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Sede de Sangue | Trailer Legendado

Sede de Sangue

Comentários 2
amigos querem ver
daviryba
Davi
2 semanas atrás

Ainda que sua narrativa seja confusa, principalmente em sua parte inicial, deixando o espectador com dúvida se o que está ocorrendo seria ou não um flashback (questão esta que é resolvido logo depois), ainda assim é um filme agradável de se assistir, com toda a busca pela liberdade, independente de qual forma seja, e suas consequências, desde o tédio, a paz ou a insanidade. Peca um pouco na sua metade final, em que torna a ficar confuso, com a impressão de que o final foi criado de qualquer modo unicamente para encerrar a história mas, ainda assim, vale a pena.

dennyslopes1703
Dennys
½
6 meses atrás

Mais do que uma história de fuga e crime, o filme parece uma experiência sobre liberdade, caos e a impossibilidade de viver fora da sociedade.

Pra mim que valoriso mt estética, isso aqui foi um prato cheio, gostei dms do uso das cores, o vermelho, azul e amarelo aparecem o tempo todo quase como emoções visuais. A música também é usada de forma muito marcante: às vezes surge de forma abrupta ou quase teatral, reforçando o tom estranho e poético de certas cenas.

A narrativa às vezes parece fragmentada, mas isso parece intencional. Godard mistura romance, violência, literatura e comentários sobre cultura e política, e quebra o ritmo tradicional do cinema.

Em vários momentos parece menos interessado em contar uma história linear e mais em capturar um estado de espírito, amor, tédio, consumo e a busca desesperada por algo que dê sentido à vida.

Belmondo e Anna Karina sem dúvidas foram as escolhas perfeitas para esse trabalho, que na minha opinião é um dos melhores da Nouvelle Vague.

thiifate
Thiago Fate
1 ano atrás

- amei todo o caos que é a narrativa do filme, cenas se repetem, trilha sonora corta do nada e volta, quebra de quarta parede e sem falar nos momentos exagerados e sem sentido
- ótimos diálogos, falas memoráveis, lindas cores e ainda critica várias coisas que aconteciam no mundo na época
- só senti um pouco que não segura o ritmo quando chega na reta final, mas é excelente mesmo assim

ian_romano
Fênix
1 ano atrás

Eu fiquei o tempo todo me questionando o porquê de "O Demónio das Onze Horas". Aí no filme fazer referência à Pepe Le Moko. Ou seja, o nome original, Pierrot Le Fou é um trocadilho com Pepe Le Moko que, no Brasil, saiu como "O Demônio da Argélia". Ou seja, no Brasil, de forma genial, mantiveram o trocadilho do título. Agora, a pergunta que não consegui responder é por que raios "onze horas".
Bem, não sou muito fã do cinema francês. Esse daqui não foge muito à regra. Pomposo, metido, quer se mostrar mais inteligente do que realmente é e, claro, vai criticar o cinema dominante, no caso, o dos Estado Unidos sem, no final, trazer algo muito mais inteligente ou complexo que Hollywood normalmente trás. Mas, se acha superior.
"Você me fala com palavras e eu o vejo com sentimento". Sério, quem fala assim? A menina nem lê, não gosta de livros, mas sabe compor frases bonitas e filosoficas aaafff.
Certo, o cinema não precisa necessariamente ser realista. As pessoas da tela podem ser personagens inverossímeis, mas não creio que seja esse o caso.
Lado outro, as técnicas cinematográficas são ótimas. Bem, são inventividades jogadas na tela a torto e a direito, mas acho que devem ter algum significado. O uso das cores é excelente, por exemplo, inclusive o contraponto do vermelho e do azul em relação das personalidades. Mas, Hitchcock fez algum tão bom quanto (talvez até melhor) em Vertigo anos antes. A verdade é que essas inventividades e brincadeiras do cinema francês, principalmente da Nouvelle Vague francesa, não são tão superiores às técnicas cinematográficas das outras escolas de cinema. Se acham superior apenas por não contar a história de forma óbvia, e sim de forma sutil, quebrada, não linear, não expostiva. Mas, no fim, até mesmo as histórias são semelhantes.
Agora, o filme realmente teve influência em diretores de Hollywood. Temos muita coisa daqui em Pulp Fiction, principalmente em cortes e continuidade. Mas, aqui, o filme não me soou convincente. Digo, em nenhum momento o casal de protagonistas me soou convincente como um casal de criminosos. Para falar a verdade, esse estilo do Godard, que só tive contato aqui e em Uma Mulher É Uma Mulher funciona, para mim, muito melhor nesse útlimo. O estilo dele é muito colorido, divertidinho, engraçado nas inventividades e na forma como retrata o romance e as mulheres, não funciona em uma proposta de filme de crime, para mim funcionou muito melhor no Uma Mulher É Uma Mulher, com sua trama de triângulo amoroso. Mas, por algum motivo, esse é considerado um dos filmes do Godard mais assitíveis para o grande público. Não vi nada disso, mas enfim... talvez eu esteja sobrecarregado com meu ranço com o cinema francês. Acredito que, revendo daqui a alguns anos, devo gostar mais.
Mas, de primeira, continuo achando pretencioso.
Nota: 8.5.

editado

Tenho uma certa preguiça para assistir aos filmes da nouvelle vague porque eles parecem ser mais longos do que realmente são, mas Pierrot le Fou tem um ritmo bem interessante e não é cansativo.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Apesar de todo o caos, surrealismo e excentricidade, a história é sobre a busca de encontrar um sentido na vida, achar que o encontrou junto a outra pessoa e no fim descobrir que estava enganado. É legal que Pierrot (na verdade seu nome é Ferdinand) passa por tudo isso sem parecer mudar sua feição.

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