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Akin é um dedicado médico cubano em exercício no Brasil, pelo programa Mais Médicos, em meados de 2018. Entre sua rotina de trabalho na comunidade indígena e seus momentos de intimidade com Érica e Sérgio, sua relação com o Brasil se aprofunda e fortalece. Com o resultado presidencial de Jair Bolsonaro e o fim abrupto da cooperação entre os dois países, ele se vê impelido a tomar uma decisão: voltar a Cuba e abandonar as relações que vinha construindo ou permanecer e se reinventar mesmo sem poder medicar.
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deixa a prinicpial questão em aberto
o que terá feito Akin quanto ao trabalho? vimos ele de jaleco visitando menina pós-cirurgia e fica em aberto.
senti a temática central demorar pra acontecer e quando vem parece simples e assim transporte, tendo seu choque lá na frente e de repente as ações acontecem sobre.
O Deserto de Akin é um retrato melancólico sobre o exílio em terra firme. É um filme que exige paciência do espectador, funcionando quase como uma crônica poética e documental sobre perdas invisíveis. Ele falha um pouco ao não aprofundar o arco dramático de seus coadjuvantes, mas triunfa ao registrar a memória de um período de transição histórica sob a ótica dos afetos e do desamparo. Vale a pena para quem aprecia o cinema brasileiro de autor, focado na introspecção e na crônica social.
"Há muitos simbolismos em volta da cobra, esse animal tão feroz e hipnótico. Passando por questões bíblicas e ditos populares. Ela representa, sobretudo, mistério, sensualidade e um grande temor por seu veneno e garras, isto se pensarmos nas venenosas. Além, é claro, de renovação.
Em contraponto, há a areia e o seu montante, representados por dunas, desertos e tudo mais. A imensidão da vida em pequenos grãos, em pequenas partes e partículas que constituem o seu monte. Ela varre o tempo, adentra locais, potencializa sentimentos. Contudo, em grandes quantidades, pode ser um problema.
Essa síntese simbólica está representada em “O Deserto de Akin”, longa escrito e dirigido por Bernard Lessa (“A Matéria Noturna”, 2024). Além dos simbolismos, o filme carrega consigo aquele nó na garganta, uma (des)esperança na vida, na sociedade brasileira após o golpe de 2016 e o que veio com ele: as eleições de 2018 e a vitória daquele que não deve ser nomeado".
Minha crítica completa em: cineset. com. br/critica-o-deserto-de-akin-2025/
prevejo choro do gado