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Outros títulos
Die Tatarenwüste - Alemanha
El desierto de los tártaros - Espanha
The Desert of the Tartars - Estados Unidos da América
Le Désert des Tartares - França
Sinopse
No meio do deserto, abrigado em um forte, um grupo de soldados espera por um inimigo que nunca chega. Dias e anos passam e nada acontece. Nessa longa espera, os dramas pessoais dos soldados vêm à tona.
"O Deserto dos Tártaros" é uma co-produção Itália / França / Alemanha / Irã de 1976, do diretor Valerio Zurlini com um elenco internacional incluindo Jacques Perrin, Vittorio Gassman, Max von Sydow, Francisco Rabal, Philippe Noiret, Fernando Rey, Giuliano Gemma e Jean-Louis Trintignant. O elenco também incluiu o veterano ator de cinema iraniano Mohammad-Ali Keshavarz.
Este foi o último filme do subestimado mestre italiano Zurlini que realizou essa ambiciosa produção com uma abordagem épica e surpreendente sobre a psicologia da guerra.
Baseado no romance The Tartar Steppe, de Dino Buzzati, e ambientado por volta de 1900, conta a história de um jovem oficial de um exército sem nome que é enviado a uma antiga fortaleza que guarda a fronteira do deserto com os tártaros. Filmado em Arg-e Bam, no Irã e lançado em 29 de outubro de 1976 na Itália, foi posteriormente exibido como parte da seção Cannes Classics do Festival de Cinema de Cannes de 2013.
O estilo visual marcante do filme, conhecido por seu cenário, iluminação e cinematografia, foi influenciado pela obra do pintor italiano Giorgio de Chirico. A trilha sonora foi de Ennio Morricone.
Esse contestado clássico do gênero drama de guerra teve sua repentina exibição nos idos dos anos 80, no Cinema na Madrugada (TV Bandeirantes). Não recomendo para quem detesta filmes de longa duração.
Bela adaptação do romance de Dino Buzatti com um elenco irretocável e grandes interpretações. Max von Sidow está especialmente interessante eu seu papel, bem como Jacques Perrin, em sua fragilidade. A história é simples, é sobre a espera, a expectativa de que algo aconteça mas isso nunca ocorre. As imagens são deslumbrantes, com locações que transmitem na medida exata a expectativa e a solidão dos personagens. Morricone faz uma música perfeita, discreta, contida e a direção de Zurlini é precisa; Gostaria de ver um dia num cinema, com tela grande, para apreciar cada detalhe da obra.
É muito mito da caverna (Platão) e Dom quixote (Cervantes). Vidas controladas por objetos sem conhecimento de forma... O ser humano e a necessidade de criar coisas que manterão alguma ordem e regerão relações. Obras como Stalker (1979), Nostalgia (1983), A vila (2004) e O farol (2019) versam sobre a mesma situação. O Deserto dos Tártaros pode ser Deus, o Direito, a Justiça, Sonhos ou a volta do Comunismo. Alguns saberão lidar com isso, outros não. Como as interrelações em sociedade.
"O Deserto dos Tártaros" apresenta certa dificuldade em alcançar o potencial dramático/filosófico que seu tema propõe, mas possui momentos isolados de inegável força e beleza. A realidade que dissipa objetivos e o tempo que enfraquece vidas e vai de encontro ao fim proporcionam cenas que nos envolvem. O bonito final termina de forma tocante o filme. Emoção não falta nas obras de Valerio Zurlini.
Jacques Perrin, Max von Sydow, Jean-Louis Trintignant, Vittorio Gassman, Fernando Rey e companhia formam um elenco inacreditável. É sempre prazeroso ver nomes tão talentosos reunidos.
Prefiro outros, porém "O Deserto dos Tártaros" certamente é um longa importante da carreira do grande diretor italiano.
"O Deserto dos Tártaros" é uma co-produção Itália / França / Alemanha / Irã de 1976, do diretor Valerio Zurlini com um elenco internacional incluindo Jacques Perrin, Vittorio Gassman, Max von Sydow, Francisco Rabal, Philippe Noiret, Fernando Rey, Giuliano Gemma e Jean-Louis Trintignant. O elenco também incluiu o veterano ator de cinema iraniano Mohammad-Ali Keshavarz.
Este foi o último filme do subestimado mestre italiano Zurlini que realizou essa ambiciosa produção com uma abordagem épica e surpreendente sobre a psicologia da guerra.
Baseado no romance The Tartar Steppe, de Dino Buzzati, e ambientado por volta de 1900, conta a história de um jovem oficial de um exército sem nome que é enviado a uma antiga fortaleza que guarda a fronteira do deserto com os tártaros. Filmado em Arg-e Bam, no Irã e lançado em 29 de outubro de 1976 na Itália, foi posteriormente exibido como parte da seção Cannes Classics do Festival de Cinema de Cannes de 2013.
O estilo visual marcante do filme, conhecido por seu cenário, iluminação e cinematografia, foi influenciado pela obra do pintor italiano Giorgio de Chirico. A trilha sonora foi de Ennio Morricone.
Esse contestado clássico do gênero drama de guerra teve sua repentina exibição nos idos dos anos 80, no Cinema na Madrugada (TV Bandeirantes). Não recomendo para quem detesta filmes de longa duração.
Bela adaptação do romance de Dino Buzatti com um elenco irretocável e grandes interpretações. Max von Sidow está especialmente interessante eu seu papel, bem como Jacques Perrin, em sua fragilidade. A história é simples, é sobre a espera, a expectativa de que algo aconteça mas isso nunca ocorre. As imagens são deslumbrantes, com locações que transmitem na medida exata a expectativa e a solidão dos personagens. Morricone faz uma música perfeita, discreta, contida e a direção de Zurlini é precisa; Gostaria de ver um dia num cinema, com tela grande, para apreciar cada detalhe da obra.
As vezes na vida estamos onde veríamos estar.
É muito mito da caverna (Platão) e Dom quixote (Cervantes). Vidas controladas por objetos sem conhecimento de forma...
O ser humano e a necessidade de criar coisas que manterão alguma ordem e regerão relações. Obras como Stalker (1979), Nostalgia (1983), A vila (2004) e O farol (2019) versam sobre a mesma situação.
O Deserto dos Tártaros pode ser Deus, o Direito, a Justiça, Sonhos ou a volta do Comunismo. Alguns saberão lidar com isso, outros não. Como as interrelações em sociedade.
O vazio melancólico da espera.
"O Deserto dos Tártaros" apresenta certa dificuldade em alcançar o potencial dramático/filosófico que seu tema propõe, mas possui momentos isolados de inegável força e beleza. A realidade que dissipa objetivos e o tempo que enfraquece vidas e vai de encontro ao fim proporcionam cenas que nos envolvem.
O bonito final termina de forma tocante o filme. Emoção não falta nas obras de Valerio Zurlini.
Jacques Perrin, Max von Sydow, Jean-Louis Trintignant, Vittorio Gassman, Fernando Rey e companhia formam um elenco inacreditável. É sempre prazeroso ver nomes tão talentosos reunidos.
Prefiro outros, porém "O Deserto dos Tártaros" certamente é um longa importante da carreira do grande diretor italiano.
.
Bom.