Filme artístico e interdisciplinar que explora a sexualidade feminina e o que é ser uma mulher na Costa Rica. Conta a história de Isabel, uma jovem mãe de dois filhos que começa a tomar pílula anticoncepcional escondida de seu marido, Alcides, que insiste em ter mais descendentes.
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Co-produção da Costa Rica e Espanha da Betta Films, Solita Films e Elamedia Estudios indicado ao prêmio de melhor primeiro filme no Festival Internacional de Cinema de Berlim; no Festival de Cinema de Gramado, foi vencedor de 5 Kikitos de Ouro: melhor filme latino longa metragem em 35mm, Prêmio Especial do Júri de longa metragem em 35 mm pela atuação de Isabella Moscoso e Adriana Alpizar, Prêmio da Crítica de longa metragem em 35mm, Prêmio da Crítica de Competição de Cinema Latino e Prêmio Especial do Júri de longa metragem em 35mm.
As filmagens aconteceram em San Mateo, Alajuela, Playa Herradura, Puntarenas, em San José, na Costa Rica. Este foi o longa-metragem de estréia da costa-riquense Antonella Sudasassi, que também assinou o roteiro. Uma crítica sutil, porém incisiva, aos comportamentos sociais baseados em valores questionáveis que são transmitidos de geração em geração.
Os passos hesitantes em direção à libertação de uma jovem esposa e mãe são retratados com sutileza e sensibilidade, onde mostra as lutas de uma jovem para escapar dos grilhões da família. A trama nos transporta para um estado de espírito tenso, prestes a explodir, embora tudo no filme seja tão natural quanto as atuações espontâneas. A diretora tornou palpável a atmosfera simultaneamente sensual e sufocante em que viveram imersas suas personagens, e introduziu no seu sensível drama íntimo pequenas fugas oníricas.
Incrível as semelhanças com uma família brasileira. Me senti vendo um filme que se passa aqui. Me lembrou Como Nossos Pais na temática, mas são bem diferentes no desenvolver.
No mais, ele entrete mas não fica bem claro a metáfora que dá nome ao título, fica bem passível de intepretação.
Vale a experiência com certeza.
Que personagem forte. Maravilhoso. Me lembrou bastante minha mãe, inclusive a atriz fisicamente. Depois que crescemos, alguns de nós pelo menos, passamos a compreender a luta que as mulheres mais velhas enfrentaram.
filme dolorido de assistir se você é mulher. A narrativa, que toma forma realista de narrar a vida da protagonista, nada mais é do que as múltiplas jornadas de uma mulher casada. O tom simples escolhido pela diretora deixa o filme interessante porque faz com que a gente se sinta dentro de Isabel, vendo tudo pela ótica do narrador personagem. Vale a pena utilizá-lo para suscitar debates acerca do trabalho doméstico feminino e do poder de escolha das mulheres perante os próprios corpos. Além disso, existem muitas simbologias que permeiam os dias de Isabel, chego arriscar a dizer que são cenas nítidas de neurose e impulsos reprimidos. Interessante e bem construído.
O filme cansa muito rápido. Toda a simbologia do cabelo / formigas culmina num ato de rebelião tão... pacífico.