No século 12, em Córdoba, o prestigiado filósofo Averroes criou uma escola de pensamento que vem refletindo em todo o Ocidente até os dias de hoje. O califa Al Mansur, no entanto, influciendiado pelos fundamentalistas, ordenou que todos os livros do filósofo fossem queimados.Para manter o trabalho de Averroes vivo, seus familiares e discípulos fizeram cópias dos livros e, apesar da perseguição, resolveram levá-los para além das fronteiras do Islã. Mesmo perseguido, o conhecimento humano fez uma jornada em direção ao Outro, em direção ao Progresso. O Destino, no entanto, não é apenas um relato da vida de Averroes; é também um filme de aventura, de amor, uma sátira à intolerância, seja ocidental ou oriental. Com surpreendente coragem, o diretor Youssef Chahine faz uma resposta aos grupos integralistas que conseguiram fazer com que seu último filme, L'Émigré, fosse proibido em seu país. Essa resposta, porém, surge em forma de comédia, tanto para satirizar o próprio acontecimento quanto para defender a liberdade.
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"As ideias têm asas, ninguém pode parar seu voo"
A parte musical dá vergonha alheia, mas, apesar disso, é um grande filme.
A crítica de Chahine é perfeita e aparece em sutilezas e também de forma escancarada em algumas cenas.
Ótimas atuações, bom épico sobre a vida de Averroes, apesar de se tratar de uma adaptação bem livre da biografia do filósofo que, na realidade, não teve um final tão "feliz" quanto no filme.
Os números musicas não me agradaram muito, mas a crítica à censura e à ignorância religiosa até hoje acentuada no mundo islâmico é muito boa e didática.
Gostei do cenário, da música e das danças
Até hj sempre aparece um "gênio" disposto a queimar livros... gostei do telescópio usando água como lente!
onde acharam