Potop (O Dilúvio) é uma história de traição por parte de alguns dos nobres da Polônia. É parte da Trilogia de Henryk Sienkiewicz, também filmado por Hoffman.
Co-produção da Polônia e União Soviética que é um drama romântico de aventura e guerra da A.P. Dovzenko Filmstudio, Belarusfilm, Przedsiebiorstwo Realizacji Filmów "Zespoly Filmowe" e Centrala Wynajmu Filmów indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, representando a Polônia na Academia - o vencedor do ano foi o italiano Amarcord (73), de Fellini. O filme foi baseado no romance homônimo de 1886, de Henryk Sienkiewicz (1846-1916). O filme foi baseado nos eventos da Guerra do Norte (1655-1660).
"Potop" é a palavra polonesa para dilúvio - uma grande chuva torrencial, mas que não acontece em nenhum momento na estória. O 3° filme mais popular da história do cinema polonês. Este filme faz parte da trilogia composta por Pan Wolodyjowski (69) e Ogniem i mieczem (99), todas do diretor polonês Jerzy Hoffman. O duelo entre Kmicic e o Cel. Wolodyjowski foi, segundo muitos relatos, um dos retratos mais precisos e realistas da escola polonesa de sabre. Cada movimento durante o duelo foi cuidadosamente coreografado.
Provavelmente é o filme mais longo a ter concorrido ao Oscar nesta categoria. Com quase 5 horas de duração, é o típico filme que deve ser visto em 2 ou 3 dias pra não se cansar muito, pois tem que ter uma certa paciência pra ficar grudado na tele, e nem sempre é fácil encarar uma jornada demorada como essa.
Um épico! Belo exemplar do que o cinema da Europa Central/Oriental conseguia produzir até o advento dos efeitos computadorizados, pois a partir daí, ao menos por alguns anos, Hollywood passou a não ter equivalente.
Apesar de um ou outro momento esticado demais, não dá pra deixar de reconhecer o talento do diretor e da edição dessa espécie de "El Cid" polonês, pra levar adiante um projeto de quase CINCO HORAS de duração e ainda desfrutável mais de quarenta anos depois de lançado. Tem elenco bom, com Daniel Olbrychski (de "Terra Prometida" e "As Senhoritas de Wilko", ambos do Wajda) à frente.
Tem boas cenas de ação e aventura, com lutas de canhões e duelos de sabre. Não sei quanto de grana foi investida no longa (e bota 'longa' nisso!), mas a produção não fica devendo para Hollywood, inclusive em grandiosidade e escala das cenas de batalha. A cena apresentando os inimigos suecos, por exemplo, é um primor.
Claro que tem defeitos, como algumas concessões a patacoada religiosa 'nacionalista' - já que o filme é sobre uma richa entre católicos e protestantes - e escapadas mágicas do protagonista, quase um "Highlander" de tanto que escapa da morte certa. Mas as qualidades se sobrepõem com folga aos defeitos.
Co-produção da Polônia e União Soviética que é um drama romântico de aventura e guerra da A.P. Dovzenko Filmstudio, Belarusfilm, Przedsiebiorstwo Realizacji Filmów "Zespoly Filmowe" e Centrala Wynajmu Filmów indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, representando a Polônia na Academia - o vencedor do ano foi o italiano Amarcord (73), de Fellini. O filme foi baseado no romance homônimo de 1886, de Henryk Sienkiewicz (1846-1916). O filme foi baseado nos eventos da Guerra do Norte (1655-1660).
"Potop" é a palavra polonesa para dilúvio - uma grande chuva torrencial, mas que não acontece em nenhum momento na estória. O 3° filme mais popular da história do cinema polonês. Este filme faz parte da trilogia composta por Pan Wolodyjowski (69) e Ogniem i mieczem (99), todas do diretor polonês Jerzy Hoffman. O duelo entre Kmicic e o Cel. Wolodyjowski foi, segundo muitos relatos, um dos retratos mais precisos e realistas da escola polonesa de sabre. Cada movimento durante o duelo foi cuidadosamente coreografado.
Provavelmente é o filme mais longo a ter concorrido ao Oscar nesta categoria. Com quase 5 horas de duração, é o típico filme que deve ser visto em 2 ou 3 dias pra não se cansar muito, pois tem que ter uma certa paciência pra ficar grudado na tele, e nem sempre é fácil encarar uma jornada demorada como essa.
Um épico! Belo exemplar do que o cinema da Europa Central/Oriental conseguia produzir até o advento dos efeitos computadorizados, pois a partir daí, ao menos por alguns anos, Hollywood passou a não ter equivalente.
ÉPICO POLONÊS EM ESCALA GRANDIOSA
Apesar de um ou outro momento esticado demais, não dá pra deixar de reconhecer o talento do diretor e da edição dessa espécie de "El Cid" polonês, pra levar adiante um projeto de quase CINCO HORAS de duração e ainda desfrutável mais de quarenta anos depois de lançado. Tem elenco bom, com Daniel Olbrychski (de "Terra Prometida" e "As Senhoritas de Wilko", ambos do Wajda) à frente.
Tem boas cenas de ação e aventura, com lutas de canhões e duelos de sabre. Não sei quanto de grana foi investida no longa (e bota 'longa' nisso!), mas a produção não fica devendo para Hollywood, inclusive em grandiosidade e escala das cenas de batalha. A cena apresentando os inimigos suecos, por exemplo, é um primor.
Claro que tem defeitos, como algumas concessões a patacoada religiosa 'nacionalista' - já que o filme é sobre uma richa entre católicos e protestantes - e escapadas mágicas do protagonista, quase um "Highlander" de tanto que escapa da morte certa. Mas as qualidades se sobrepõem com folga aos defeitos.