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Hamburgo, 22 de novembro de 1963. Peter Miller (Jon Voight) é um repórter que pára seu carro para ouvir notícias sobre o atentado em Dallas, que matou o presidente Kennedy. O simples fato de parar alguns segundos no meio-fio foram o ponto de partida para Miller alterar totalmente sua vida, ao descobrir que Solomon Tauber (Towje Kleiner), um velho judeu, cometera suicídio. Karl Braun (Gunnar Möller), o delegado encarregado do caso, disse que ali não havia história alguma para ser contada, mas pouco tempo depois o mesmo delegado entregou para Miller vários manuscritos de Tauber, que foram encontrados ao lado do seu corpo. Tauber relatou que todos os amigos tinham sido mortos, mas os assassinos continuavam vivos e livres. Tauber narra que quando foi para Riga, um campo de concentração, juntamente com Esther (Mirian Mahler), sua mulher, conheceu Eduard Roschmann (Maximilian Schell), o chefe da SS conhecido como "O Açougueiro", pois os judeus valiam mais mortos que vivos. Entre 1941 e o fim da guerra mais de 200 mil judeus alemães foram trazidos para Riga e apenas 400 sobreviveram. Em 1944 Roschmann, após se desentender com um capitão nazista que era um oficial que ganhara a mais honrosa condecoração do III Reich, o baleou pelas costas. Após ler o relato Miller tenta achar Roschmann, sem imaginar que se defrontaria com Odessa, uma sociedade secreta que aceitava oficiais da SS de Hitler. Entre eles estava Roschmann, que vivia com outra identidade, mas para Miller esta cruzada para pegar um criminoso de guerra acabaria se tornando uma luta pessoal.
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Roteiro envolvente, narrativa com ritmo que prende até o final. Baseado no romance de Frederick Forsith.
Muito bom. Os atos criminosos praticados em qualquer época pelo nazismo, fascismo e também comunismo NÃO DEVEM PASSAR IMPUNES (são crimes imprescritíveis). E mais: as três ideologias por si só são criminosas e deveriam ser proibidas por lei em todos os países do mundo.
Assisti em 30/08/1980, sábado, no canal 12 (hoje RBS ou Globo), em Primeira Exibição.
THE ODESSA FILE (O DOSSIÊ DE ODESSA) 1974.
É um filme do gênero espionagem/conspiração, baseado no romance de Frederic Forsyth.
Grande atuação de Jon Voight (Peter Miller), um jornalista que recebe um dossiê com relatos dos campos de concentração nazistas, e que acaba infiltrado num esquema de espionagem, tentando obter informações dos carrascos ainda vivos, que manteiem a doutrina nazista, numa espécie de sociedade secreta, já no pós segunda guerra mundial no início dos anos 60 na Alemanha.
Filme tem uma boa trama, que é desenvolvida e conduzida muito bem por Voight,com alguns furos normais em algumas cenas toscas de sangue(normais na época),principalmente na edição, devido a falta dos efeitos especiais, mas nada que estrague ou comprometa o ritmo do filme.
já o romance do protagonista, agrega pouco a trama e servem mais como apoio ao foco central, que é conseguir informações da alta cúpula nazista.
Filme muito bom e com um conteúdo histórico bem relevante.
Um bom filme do gênero de espionagem e conspiração. Consegue ser bem fiel ao ótimo romance do Frederick Forsyth que era mestre pra contar esse tipo de história.
O roteiro tem boas doses de suspense sendo bem detalhista ao mostrar de maneira metódica como todos os planos estão sendo organizados e executados. Peca pelo ritmo muitas vezes arrastado e lento com passagens irrelevantes à história que era quase um padrão para os filmes daquela época. Ficamos com a sensação que se tirassem meia hora da duração não faria falta nenhuma.
O desfecho tem um surpreendente plot twist onde é revelando que o diário incluía uma passagem onde Roschmann assassina um colega oficial alemão durante a guerra, e os detalhes únicos confirmariam que se tratava do pai de Miller. E esta seria a motivação do jornalista se empenhar pessoalmente naquela investigação.