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Data de lançamento
3 Out. 1971Duração
Levado por seu tio a Bancoc para viver com os primos, o jovem Cheng passa a trabalhar na fábrica de gelo local, cujo proprietário está envolvido com tráfico de drogas e prostituição. Com a escalada da violência, Cheng revela-se profundo conhecedor das artes marciais e enfrenta a quadrilha inteira.
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Revisto em 4/2026, clássico das artes marciais com a lenda Bruce Lee, não considero o melhor filme mas possui ótimos momentos, as lutas algumas são boas, com um certo exagero em alguns momentos, o carisma de Bruce Lee e sua presença em cena conduzindo a cena é impressionante, é isso no seu primeiro filme como protagonista, vale a pena ver.
Mesmo sendo um grande admirador de Bruce Lee somente fui me dar conta de que não tinha visto seu primeiro filme pós-retorno a Hong Kong agora, ao terminar de ler a biografia escrita por Matthew Polly (que, aliás, recomendo).
E é muito bom ver como fica clara a tentativa de Bruce Lee em alterar o filme, em colocar algo com a sua personalidade e, ao mesmo tempo, sendo limado por Wei Lo. Isso porque era uma história que já existia, que estava em andamento, com outro protagonista e, quase que de uma maneira artesanal, o filme acabou sendo alterado enquanto corriam as gravações, com o protagonista sumindo na meia hora inicial, Bruce Lee tomando a cena mesmo que sem falas e cenas de lutas tendo que ser adaptadas entre aquilo que o público já estava acostumado e o realismo que Bruce Lee queria. Você quase consegue dividir o filme com uma faca.
E isso acaba sendo a resposta visual ao espírito da época: o espectador fica hipnotizado por aquela figura e quer vê-lo lutando, mas não uma luta de pulos e piruetas, mas uma luta real, de socos, chutes e camisas enrolando nos braços. Não à toa que, a partir daqui, o público exigiu mais.
Com uma premissa simples - recém-chegado à uma fábrica, um jovem precisa defender seus companheiros dos esquemas ilegais comandados por seus patrões - ”The Big Boss” tinha tudo para ser apenas mais um filme de arte marcial, não fosse a participação de Bruce Lee. O protagonismo da obra é dividido com o então veterano James Tien, mas a partir da segunda metade, onde Lee toma as rédeas da narrativa, a história ganha outros ares, e você não consegue parar de assistir - pela presença hipnótica de Lee, superior em todos os aspectos a seus colegas; a curiosidade e a natural reverência que nos invade ao contemplar o sujeito responsável por mudar os filmes de ação: a violência armada dá espaço para personagens que se vingam e buscam justiça com as próprias mãos, literalmente; além da pungência das cenas de combate e a brutalidade dos acontecimentos.
Neste que foi o primeiro grande papel protagonizado por Bruce, nota-se a razão de sua fama: o filme conversa com o homem comum, aquele que viajou de sua terra para outro país em busca de uma vida melhor; depois, todas as dificuldades de uma vida incerta de muito trabalho e pouco retorno; em seguida, as injustiças nas mãos de patrões, muitos deles envolvidos com a criminalidade. Bruce Lee eclipsa seus companheiros e encapsula a natureza de um jovem honesto que respeita a família, protege os fracos e atormenta os opressores, e toda sua fisicalidade ressalta o valor de uma sociedade que não tem nada além de seus corpos, seja para trabalhar ou defender-se. Para além do público asiático, Bruce Lee desponta como a personificação da luta por justiça e pela honra, não à toa sua fama mundial. Em “The Big Boss”, não assistimos o surgimento de um astro dos filmes de luta, mas o nascimento de um herói.
O primeiro filme como protagonista do mestre do Kung Fu Bruce Lee, o coloca no topo dos maiores astros chineses de filmes de ação, com sua energia incomparável, ele transforma um filme mediano em um clássico.
Ontem (20/07/2024) completou 51 anos da morte do grande Bruce Lee, e o canal A&E homenageou o ator fazendo uma maratona com seus filmes. Foi bem legal revê-los, já que lembrava bem pouco deles. Imaginem se o destino trágico não tivesse levado Bruce no auge de seus 32 anos, o quanto a mais de filmes ele teria protagonizado... Mas mesmo depois de sua morte e tendo se passado várias décadas, Bruce Lee continua sendo lembrado e merece mesmo, ele virou uma lenda inesquecível, o ator mais marcante dos filmes de artes marciais. Suas técnicas, movimentos e lutas entraram para a história...
Quanto ao filme, vale quase que unicamente pelo Bruce Lee mesmo. A trama fraquinha vai se arrastando na primeira metade, mas é depois que as coisas melhoram. Destaque para as cenas de luta na fábrica e o final. Mesmo depois de tantos anos, a arte e a técnica inigualáveis de Bruce ainda impressionam...
----- assistido no A&E -----