Numa cidadezinha chamada Jardim das Piranhas aparece um cangaceiro que se apresenta como a reencarnação de Lampião. Seu nome é Coirana. Anos depois de ter matado Corisco, Antônio das Mortes (personagem de Deus e o Diabo na Terra do Sol) vai à cidade para ver o cangaceiro. É o encontro dos mitos, o início do duelo entre o dragão da maldade contra o santo guerreiro. Outros personagens vão povoar o mundo de Antônio das Mortes. Entre eles, um professor desiludido e sem esperanças; um coronel com delírios de grandeza, um delegado com ambições políticas; e uma linda mulher, Laura, vivendo uma trágica solidão.
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OBRA-PRIMA!!!
O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro proporciona uma experiência cinematográfica poderosa, isso daqui é uma verdadeira ópera da violência, é literatura de cordel em forma de cinema adaptando rimas, lendas e mitos da cultura nordestina.
A trama tem um aspecto teatral que gera bastante curiosidade, explora questões como desigualdade social, fome, abandono de um governo, e a luta do anti herói Antônio das Mortes contra a tirania dos poderosos.
A cena final é cinema puro!
A cena do massacre é muito bem filmada, a carga de tensão, os enquadramentos de câmera, nunca mais irei esquecer.
Experiência altamente desprazerosa que tive ao assistir esse filme que é tão bem comentado em todo lugar que o vejo.
Há pontos positivos: gosto de como a vila é retratada, pois se afasta do território urbano que geralmente nós vemos nas produções brasileiros; o sertão nordestino funciona como um personagem, mesmo sem falar; a alegria do povo que se apega à música, religiosidade e até mesmo a literatura de cordel para viver e sobreviver também é um outro ponto que merece destaque.
No entanto, esses e outros pontos ficam melhores na ideia do que na execução. Todas as cenas de cantoria são prolongadas e exaustivas, a atuação de todo elenco é sofrível, a montagem das cenas é estranha pq há momentos que possuem um contexto e de repente apresentam outra totalmente diferente, cenas que os personagens estão interagindo de forma civilizada e a qualquer momento há uma briga física completamente aleatória e que retira todo o peso dramático, o diretor utilizou a câmera para filmar de forma amadora, a história é horrível e as vezes sem qualquer sentido.
Ao final, fiquei me perguntando se eu dormir em algum momento do filme pq não consegui lembrar de quase nada.
É um filme para poucos, infelizmente, é preciso ter referências da cultura do povo exposto, são muitas facetas dentro de tantas outras... Bem, e qual é ou seria o caminho para lhe alcançar mais um pouco? O mais óbvio seria nos informarmos mais sobre a cultura retratada, de ordem regional e nacional, em seguida voltar assisti-lo, (desta vez), sem apegos, preconceitos e grandes arrogâncias pessoais, bem pessoais..., o que é o mais difícil nesse nosso tempo hodierno. Talvez assim chegamos a perceber um pouco da grandiosidade do tudo que essa maviosa película nos diz, e é tão admirada pelo cineasta Martin Scorsese. Que tenta nos contar dos valores de um povo, de sua nação, em seu país, dentro do e no seu tempo!... É isso.
Essa teatralidade do cinema brasileiro me incomoda, às vezes. Nunca consigo imergir como gostaria. Além disso, o filme é fruto de um período de extremos e, como tal, naturalmente Glauber Rocha penderia pro lado oposto ao Estado e sua corja. Mas em "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro", ao aliar-se aos marginais da sociedade, o diretor aproxima-se do extremo oposto, simbolizado por matadores e cangaceiros, e distancia-se do meio - o povo. Imagino que muitos encarariam como bandidolatria.
Esse é o perigo de tomar partido; troca-se um canalha por outro.
5.5
Mesma impressão que “Deus e o diabo na terra” do sol me deu. Tudo está no seu lugar, mas esse tudo meio que se perde dentro dele mesmo.
O desenvolvimento do protagonista tem uma trajetória boa, com bons personagens em seu entorno para construir o cenário ideal para sua trama; além do filme ter uma direção de fotografia e de atores maravilhosa (daria para fazer umas 5 pinturas muito lindas baseadas nesse filme)… Mas simplesmente é tudo muito enjoativo de se ver. As ótimas ideias do protagonista ficam meio perdidas no tempo dedicado aos outros personagens não muito legais, e os diálogos se estendem tanto na poesia que acabam tirando o brilho que a mensagem teria ao ser apreciada de forma mais diluída no filme.
São boas ideias ditas pelos personagens, mas poderiam ter uma exposição mais legal também em atitudes deles. Não costumo gostar muito quando filmes parecem ter do nada o "momento monólogo" de forma não muito natural nas cenas.
Não é ruim não, só achei meio perdido e sem um rumo tão interessante assim. Mas que é um deslumbre visual e estético, isso é inegável.