Um satélite espacial sai de órbita e cai em uma cidadezinha da Terra. Gerada pela colisão, uma bactéria fatal e misteriosa começa a dizimar a população. Uma equipe de cientistas trabalha em um laboratório subterrâneo para encontrar a cura e descobre que apenas uma criança e um bêbado sobreviveram. A ansiedade aumenta, ao mesmo tempo em que os pesquisadores correm para encontar uma solução, antes que a humanidade seja exterminada. Indicado para os Oscars de montagem e direção de arte.
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A estrutura burocrática e hierárquica do Estado é retratada como uma engrenagem que prioriza o sigilo, a contenção corporativa e a autopreservação em detrimento da própria vida humana.
O filme expõe sem disfarces a obsessão contemporânea por compartimentar informações, transformar crises coletivas em segredos de Estado e delegar decisões vitais a comitês tecnocráticos distantes da realidade.
A urgência sanitária ou existencial rapidamente se curva às conveniências políticas e econômicas, revelando a frieza com que estruturas de poder calculam perdas aceitáveis para manter a ilusão de controle social.
Nesse tabuleiro, o cidadão comum deixa de ser um sujeito de direitos para se converter em mero dado estatístico, um dano colateral aceitável na engrenagem de proteção das elites institucionais.
A tecnologia e a ciência, que deveriam servir à emancipação coletiva, aparecem instrumentalizadas como ferramentas de vigilância, isolamento e domesticação das massas.
A obra funciona como um espelho incômodo das nossas metrópoles modernas: espaços hiperconectados e tecnologicamente avançados, mas estruturalmente solitários, desumanizados e incapazes de formular respostas solidárias.
Ao fim, o roteiro denuncia a falência de um modelo de civilização que gasta mais energia construindo barreiras ideológicas e físicas do que aprendendo a cooperar diante de vulnerabilidades compartilhadas.
A proposta do filme é boa: passear pelo método científico (com direito a super computadores e experimentos com braços robóticos) e utilizar visuais futuristas para o seu tempo enquanto aborda a falta de conhecimento humana. Porém, sua execução falha em alguns aspectos, principalmente em ter um andamento monótono, se estender além do necessário e não desenvolver bem os personagens.
Enigma de Andrômeda trabalha uma crise biológica de um jeito bem diferente do convencional. A falta de uma ação frenética ou um ritmo alucinado, certamente são características que afastarão os espectadores menos pacientes.
A densidade do roteiro e os temas abordas exigem uma revisitada à obra. Após assistir a primeira vez e pesquisar sobre, instiga ainda mais querer consumir esse filme, inclusive também conhecer a obra literária que serviu como base.
Enfim, O Enigma de Andrômeda é uma boa obra de ficção científica, que enriquece ainda mais a filmografia de Robert Wise, que até então também era responsável pelo outro icônico O Dia em Que a Terra Parou.
*** (Bom)
Achei cansativo, e muito "técnico" não sei se eu estava assistindo um filme de ficção ou telecurso.
No geral é um filme com história bem original entretanto não é para qualquer público.
Tomara que a refilmagem seja um pouco mais dinâmico, mesmo sendo tendo conteúdo técnico.
Bom filme para você!!!!!!
Demorei um bom tempo para ver essa produção temendo que o seu ritmo fosse enfadonho. Ela se passa quase toda em ambientes fechados em que os personagens utilizam termos técnicos científicos nos seus diálogos e isso de fato atrapalha o ritmo em algumas partes do filme. Só que também ele tem uma trama instigante e bem conduzida pelo versátil diretor Robert Wise. Os impressionantes cenários também são uma atração à parte. Merecidamente o filme levou duas indicações ao Oscar pelos trabalhos de direção de arte e montagem. Para um filme de mais de duas horas onde há pouca ação ele acabou sendo para mim melhor do que eu esperava.