O filme retrata a carreira de Henri-Georges Clouzot, um famoso roteirista e diretor francês. Ele sofreu dificuldades em sua carreira que não o permitiram trabalhar até 1947. Quando Clouzot retornou, sua carreira tornou-se cada vez mais sólida com os lançamentos de "Crime em Paris", "O Salário do Medo" e "As Diabólicas". Clouzot foi injustamente deixado de lado durante o movimento Nouvelle Vague, mas isso não apagou sua história como um dos mais importantes diretores franceses de todos os tempos.
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Henri-Georges Clouzot é uma figura tão enigmática quanto seus próprios filmes. Tive meu primeiro contato com sua obra ao ver O Mistério de Picasso. Mas foi com O Salário do Medo que busquei compreender mais sobre sua pessoa.
Infelizmente o documentário tem seu acesso dificultado. Eu soube de sua existência quando passou em uma mostra dedicada a Clouzot em minha cidade, numa sessão que eu desavisadamente perdi, e somente meses mais tarde pude vê-lo pelo aplicativo do canal Arte1 sob o título Clouzot em Ebulição.
Mas a espera valeu a pena. Apenas lamento que não pude aproveitá-lo como fonte para um artigo científico com o qual analisei Salário do Medo. Assisti a título de curiosidade e agora busco ver mais filmes do diretor. Um dos melhores do cinema francês.
Desconhecia o tamanho da importância (e da paixão - sádica, inclusive) de Clouzot pela esposa brasileira, Vera. Influenciou pra caramba na arte dele, principalmente em "Les Diaboliques", cujo desfecho em grandíssima medida antecipa ironicamente o destino da própria atriz/esposa.