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Data de lançamento
2 Set. 2025Duração
Na Argélia da década de 1930, o apático francês Meursault demonstra total indiferença pela vida. Seu distanciamento emocional leva a um assassinato, seguido por um julgamento que examina tanto o crime quanto seu caráter. Adaptação do romance "O Estrangeiro", de Albert Camus.
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Que Meursault saboroso, com direito a nu frontal.
Queria saber o nome da música que toca quando o filme acaba
Muito bom filme...gosto de drama assim.
"Pare. Pare! Com suas orações. Eu não quero isso. Suas certezas não valem nem um fio de cabelo. Você nem tem certeza se está vivo, você vive como um morto. Pode parecer que não tenho nada, mas tenho certeza de mim mesmo, certeza de tudo. Desta vida, aqui, e da morte que me aguarda. Então, sim, é tudo o que tenho. Mas me apego a esta verdade tanto quanto ela se apega a mim. Eu fiz isso, eu não fiz aquilo, eu vivi de um jeito, eu poderia ter vivido de outro. E daí? Nada. Nada tem importância. E eu sei exatamente por quê. E você também, você sabe por quê! Esta vida inteira é um absurdo! Que me importa a morte dos outros? O amor de uma mãe, seu Deus, as vidas que escolhemos... Que diferença faz se eu matar um francês ou um árabe? Se eu sou executado por não chorar pela minha mãe? Que diferença faz se Marie quer que eu me case com ela? Ou que o cachorro de Salamano vale tanto quanto a esposa dele! Ou que Sintès é tão meu amigo quanto Céleste, que vale muito mais! Que importa se Marie der seus lábios a outro? Você entende?"
Não entendi a nota baixa.
É uma adaptação bastante fiel do livro de Camus. É claro que tem algumas cenas inventadas,
como, por exemplo, o diálogo no tribunal entre Marie e a irmã do árabe assassinado ou o sonho com a mãe morta
O filme talvez pareça um pouco desconexo pq do nada o protagonista começa a narrar mas o livro segue uma linha parecida.
Curiosamente, gostei bastante da forma como a igreja aparece no filme, que é algo que não tem muito destaque no livro. O latim do padre no começo do filme está excelente kkkkkkkkkkk.
A cena do capelão é uma clara referência clara a "Graça a Deus", um filme anterior do Ozon que fala sobre os escândalos de pedofilia da Igreja na França. Inclusive o Ozon cometeu a suprema ironia de escalar o Swann Arlaud, que era vítima no outro filme e agora ele parece claramente suspeito. Teve uma tensão homoerótica bem evidente, tanto é que o capelão até pede: "posso te beijar?". Essa daí só quem é muito fã vai notar kkkkkkkkkkkkk