Enquanto esperam a ordem para seguir ao Vietnã, um grupo de soldados americanos - quatro recrutas e dois veteranos - vive momentos de tensão e angústia nos alojamentos, confrontando seus sentimentos e preconceitos ao descobrirem que um deles é homossexual. O diretor Altman recorda assim seus tempos de exército, sobre o qual chegou a declarar que é uma "fábrica de loucos". O filme é uma adaptação ao estilo teatro filmado, da peça original de David Rabe. Os seis atores do elenco dividiram o prêmio de melhor interpretação masculina no Festival de Veneza.
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Os primeiros 45 minutos desse filme são uma obra-prima. Depois essa festa virou um enterro, quase que literalmente.
Em tempos de guerra no Vietnã soldados americanos ficam aguardando num alojamento o momento certo para integrar seus pelotões. Enquanto isso não acontece eles ficam ociosos, bebem e conversam bastante, alias o filme todo se passa nesse espaço restrito como se fosse uma peça teatral e tem que ter muita paciência pra aturar tanta “falação”, geralmente sobre assuntos pouco relevantes. O filme seguia em “Banho-Maria” até que o final reservou os momentos mais agitados, mas o que não gostei mesmo é da falta de objetividade nos diálogos. Gostaria que os soldados questionassem mais os assuntos relacionados à vida e a guerra em si, e não tanta discussão inútil pra saber se o soldado é “bicha” ou não.
O EXÉRCITO INÚTIL, de Robert Altman, toca numa questão que sempre me intrigou, desde moleque: quem são as pessoas que se oferecem, se voluntariam para ir a uma guerra? E o principal: elas estão realmente em sã consciência? Soldados que já chegaram ao quartel destroçados por suas vidas fragmentadas aguardam o momento de encarar o front. E nessa espera agonizante trocam harpas entre si, debocham uns dos outros e expõem suas próprias falhas de caráter. Embora um filme menor do diretor que nos entregou obras-primas como NASHVILLE e M.A.S.H, vale a pena dar uma conferida nesse drama inteligente. Contudo, não espere a violência de um PLATOON ou de um NASCIDO PARA MATAR. Aqui o combate é mental, e não físico.
O Altman filmou este filme no formato de uma peça teatral o que ficou interessante. Poucos personagens diálogos nem sempre coerentes. Apesar de ter muitos diálogos que podiam ser interessantes, acabou não sendo. Era para ser forte pelo tema, mas tudo ficou na superficialidade do assunto. Fãs de Altman vejam para conter em seus currículos.
Uma abordagem diferente dos bastidores de uma guerra. Um tratado sobre a homossexualidade e a intolerância.Teatro filmado interessante.