Verão em Paris. Aos quinze anos de idade, Vincent recusa-se a participar com seus colegas de escola a torturar ratos ou venda de esperma na internet. Ele vive com sua mãe solteira Marie e, finalmente, quer descobrir quem é seu pai. Suas investigações levá-lo a uma editora famosa com um personagem detestável. Quando ele conhece disse o irmão do editor Joseph, sua vida muda num piscar de olhos.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Havia tempo que não me deparava com um projeto tão amador, lembra por demais projetos de estudantes de faculdade. Talvez uma das piores direções de atores da história, chega a ser patético já que até Amalric vai super mal, logo toda a culpa recai sobre o diretor; alguns atores andando soam forçados. O texto então pavoroso (o melhor é a cena da vaca: "então estas são as vacas da região" e os atores ficam olhando para as vacas com cara de cocô, nem a raça da vaca o roteirista conseguiu descrever) que culmina numa cena final em que muito precisava ser dito, mas nada o é. Sinceramente não sei nem por qual motivo gostei de A ponte das Artes, confesso. Eugene Green seria um novo Rivette? aclamado e extremamente limitado, me parece que sim.
Gostei do que aqui é sarcasmo, mordacidade e subversão. O filho de Joseph, traz um olhar que reconta a mitologia cristã sob uma ótica disruptiva: a do do filho de Joseph, espécie de anjo e de rebelde. Em busca de conhecer o pai, sua jornada traça uma rica relação entre o discurso pictórico prenhe de simbolismos cristãos e um mundo desencantado, vazio e cínico pq abandonado pela figura paterna. É no contato e contra esse pai ausente que Vincent se rebela refazendo na teatralidade do ato de sacrifício uma forma de vitória humana demasiadamente humana. Seu pai, como já entendemos pelo título da obra é aquele a quem ele tem como amigo e companheiro realizando entre este e sua mãe Maria o milagre do encontro efetivo e afetivo.
Um filme diferente,apesar da trama simples.Não embarquei nessa mesmo.
É para poucos, com certeza. Excelente para assistir sem legenda para quem está aprendendo francês. A maneira teatral e sem emoções dos personagens incomoda, mas é intencional. Mas não é filme para distrair, admirar…é “cult”
O filho de Joseph (Le Fils de Joseph) - França - 2016 - visto no dia 11.07.20
Bom filme. Diferente, inteligente, reflexivo. Aqui a história é bem simples mas o melhor ponto do filme é a sua abordagem sobre os temas. Aqui fala de paternidade, a auto descoberta, mostra a identidade das pessoas, busca por respostas. A música, artes plásticas, elementos da natureza conduzem a narrativa de uma forma bem original. E todas são interligadas ao Joseph e Vicente -
uma busca por informações sobre o pai e outro busca a sua identidade e origem.
Gostei muito da música por exemplo, foi uma bela apresentação. O filme tem bons diálogos mas tem partes que são um pouco cansativas, muito lento mas no geral é bem conduzido. Até a forma que o diretor quis mostrar os personagens se comunicando como se fosse a câmera em primeira pessoa, foi até interessante e em algumas partes foi enfadonho. Para mim o que faltou no filme foi profundidade e maior desenvolvimento entre alguns personagens, igual:
O pai biológico do Vicente, o Oscar (Aqui mostra a sua personalidade - mostra um pouco seus pensamentos, seu modo de vida e questões sobre a sua família,
Vincent
bíblica sobre a história de Abraão e seus filhos
significado da paternidade, e até de Jesus de Nazaré que também pode inserir algo como comunicação de
pai e filho
burrinho
Nota: 7,5