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Data de lançamento
18 Maio 2011Duração
Cyril Catoul (Thomas Doret) tem 11 anos de idade e um objetivo: encontrar o pai, que o deixou em um orfanato. Por acaso ele conhece Samantha (Cécile de France), a administradora de um salão de cabeleireiro, que permite que o garoto passe os fins de semana com ela. Entretanto, Cyril não consegue reconhecer o carinho com o qual é tratado por Samantha, graças à raiva que sente por ter sido abandonado pelo pai.
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Admiro a paciência e o amor incondicional da Samantha
O pai de Cyril é o retrato cru, de um homem que simplesmente não quer a responsabilidade de ser pai. A entrada de Samantha na vida de Cyril é um dos pontos centrais. Por que ela decide ajudá-lo? O filme não dá uma explicação! O filme nos confronta com a realidade de que nem todo laço biológico é sinônimo de amor. Samantha representa a possibilidade de cura através do afeto que não vem do sangue, mas da escolha. Além disso, o filme mostra como a vulnerabilidade social e emocional empurra jovens para a marginalidade.
Indicado a Palma de Ouro e vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes. O que eu gosto dos filmes dos Dardenne é que o menos é mais. São narrativas simples, mas que são cruas em seu realismo, que funcionam para emocionar, criar tensão e principalmente faz com que questionemos nós mesmos em situações que não nos imaginamos no cotidiano. Cécile de France, no papel de Samantha, consegue ofuscar até o garoto (que também está primoroso), mas é ela que dá todo o tom para que o filme não seja só mais um dentro do tema que propõe. Como pode existir pais (e não são poucos) como o mostrado aqui? Como a pessoa consegue viver consigo mesma? Não consigo entender.
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Bem simples, despretencioso e bom.
Os Dardenne no seu modo mais "dardenniano". Questões morais muito bem trabalhadas, como de costume. A câmera flutua pela cena e entre a interação dos personagens: onipresente, analítica mas também empática. Adoro a fotografia deles e o modo como costumam utilizar a luz natural pra compor as cenas, tudo tão "ali", uma realidade bem palpável.