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Duração
Depois de tentar viver pacatamente e sempre sair perdendo, o vaqueiro João de Deus aceita as regras do jogo: seu avô Cansanção 'fecha' seu corpo e ele se emprega como jagunço do 'coronel' Trajano. Após um 'serviço' para o coronel, João de Deus apaixona-se por Dinorá, sobrinha do fazendeiro, que a mantém misteriosamente recolhida à casa grande. Raptando-a certa noite, foge com ela para o norte do sertão.
+Menção Honrosa no Festival de Gramado, 1973.
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O homem do corpo fechado, Um bom filme nacional e bem brasileiro, sem aquele lado exagerado e costumeiro, os quais se repetem e está quase sempre presente nesse gênero..., aqueles típicos e extrapolados chavões empregados na cinematografia mundo a fora. É isso.
- lá na gringa seria chamado de faroeste, aqui é um filme sertanejo pra estadunidense nenhum botar defeito
- adorei descobrir que foi produzido em belo horizonte e filmado no interior de minas gerais, gostei ainda mais
- ótimos duelos, bem inventivos, apesar da história no geral ser simples, é super bem feita e ganha ainda mais por ter a adição das crendices e religiosidade
- viva a cultura brasileira!
Quase um faroeste à brasileira, fora a inspiração em Guimarães Rosa já citada abaixo. Gostei bastante :)
Ótimo filme. A presença do grande escritor João Guimarães Rosa é constante: desde o título, que é uma referência ao conto "Corpo Fechado", do livro SAGARANA, sua primeira obra (cheguei a este filme do Schubert Magalhães por causa do conto), até os elementos narrativos:
o filme já começa com uma citação do Rosa, o feiticeiro, o coronel Trajano (no conto seu nome é Targino), João de Deus (que no conto é Manuel Flôr)
Interessante também é a presença dos elementos da prosa rosiana no filme: o misticismo, o pacto, o amor, a luta, a linha tênue vida/morte, a brabeza do sertenejo, o sertão sem fim.. É um filme fiel às influências e de um resultado original, somado a uma belíssima fotografia. Filme perseverante.