Um grupo de ladrões planeja o roubo de uma relíquia amazônica do Museu do Homem, em Paris. O crime gera uma série de aventuras que envolvem drogas, morte e sequestro. Agnes, a filha de um homem assassinado, é sequestrada, drogada e enviada para o Rio de Janeiro em um avião. O seu namorado Adrien, um soldado, procura a amada, começando uma jornada, que terá como cenários o Rio de Janeiro, Brasília e a Amazonia.
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Fora os cenários deslumbrantes - sem estereótipos como vemos na maioria das vezes - e nos depararmos com o Rio e Brasília nos anos 60, eu sempre gosto de ver heróis mais realistas (como no primeiro 007, nunca mais se fez heróis assim depois). Françoise Dorléac está perfeita e o filme é leve, muito leve e divertido.
Não atoa Spielberg declarou que assistiu ao filme 9x... porque claramente podemos ver vários elementos desse filme em Indiana Jones. Muito legal ver o Brasil nos anos 60 e triste saber que Françoise Dorléac se for pouco tempo depois, daquela maneira tão trágica!
Essa mistura de comédia e aventura é repleta de situações absurdas e por isso mesmo é muito divertida. Para os brasileiros o maior atrativo é mesmo ver o Brasil nos anos 60 sendo retratado sem estereótipos. As imagens de Brasília nos seus primeiros anos são um verdadeiro registro histórico.
Personagem feminina cheia de clichês, mas a ação da plot até que me entreteu. Gente, Brasília era risível em 1964, só poeira :D
A aventura de Tintim que teoricamente acontece no Brasil é "Tintim e os Pícaros", quando o jovem repórter volta à fictícia selva amazônica de San Teodoro durante um golpe de república das bananas, país aquele inventado como um mix entre a Cuba castrista e pirâmides astecas, mas que incluía até um quadro em que Hergé desenha o Palácio do Planalto. De certo modo, respingava em nosso Brasil milico setentista, mas com um plano de fundo latino-americano genérico.
Porém, com Belmondo temos aqui exatamente o que poderia ter sido um Tintim de fato no Brasil (estereotipado, sim, mas Brasil com todas as letras). Ainda assim, gosto muito como o de Broca tece certo olhar crítico quanto ao desenvolvimento galopante daquela nação pré-ditadura militar, ao construir cidades inertes no meio do nada para aquiescer as benesses da elite e enterrar nossas florestas (e o tesouro!) no intuito de pavimentar rodovias. De forma irônica, os heróis são salvos pelo caos da destruição, esta que vem fantasiada de progresso sem nunca deixar de ser contradição de um eterno estado de desenvolvimento.
Porém, é claro, quem rouba a cena certamente é Belmondo. O exibicionismo do Tom Cruise é fichinha pelo que ele faz ali nas sequências de Brasília.