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Data de lançamento
9 Out. 2014Duração
Advogado de muito sucesso, Hank Palmer (Robert Downey Jr.) volta à cidade em que cresceu para o velório de sua mãe, que há muito não via. É recebido de forma hostil pela família e resolve ficar um pouco mais quando seu pai, veterano juiz, é apontado pela polícia como responsável pela morte de um homem que condenou há vinte anos. Mesmo não se entendendo com o pai, Hank debruça-se sobre o caso, mas os dois não conseguem conviver amigavelmente e a possibilidade de condenação aumenta a cada revelação.
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Robert Duvall foi um monstro - realmente um dos melhores na história de Hollywood.
The Judge 2014 no Brasil O Juiz é um filmaço com grandes atuações das lendas Robert Downey Jr. e Robert Duvall, acho que não sabia da existência desse filme, porém, com o recente falecimento de Duvall, eu vi em algum lugar e fiquei curioso e antecipei ele na minha lista. Que atuação de Duvall, e a relação entre Hank (Robert Downey Jr.) e Joseph Palmer "O Juiz" (Robert Duvall) é tensa, cheia de mágoa, ressentimentos acumulados durante anos e aquela dificuldade clássica entre pai e filho que nunca conseguiram se entender direito. São dois homens extremamente orgulhosos que claramente se amam, mas que ao mesmo tempo não conseguem demonstrar isso de forma direta, e o filme trabalha muito bem essa dinâmica.
Hank é um advogado de sucesso, inteligente e extremamente habilidoso no tribunal, mas também arrogante e distante, enquanto Joseph Palmer é um juiz respeitado na pequena cidade onde vive, um homem extremamente rígido, tradicional e com um senso de justiça quase inabalável. Ele construiu uma reputação durante décadas sendo duro, correto e inflexível com a lei, alguém que não abre exceções nem para si mesmo.
Quando acontece o caso que coloca o próprio juiz no banco dos réus, acusado de um homicídio após um atropelamento que ele mesmo não tem certeza absoluta de ter cometido por conta de falhas de memória, tudo ganha um peso muito maior, porque Hank acaba tendo que defender justamente o pai com quem ele tem tantas feridas abertas.
O julgamento vira quase um acerto de contas familiar, onde cada discussão no tribunal parece carregar anos de ressentimento acumulado entre os dois, e eu diria que é um filme muito mais sobre a relação deles do que sobre o tribunal em si.
A participação de Dwight Dickham (Billy Bob Thornton) é excelente, sendo o promotor responsável por levar o caso adiante. Ele é frio, extremamente competente e conhece muito bem o passado do juiz, não demonstrando nenhuma intenção de aliviar a situação por respeito à história de Joseph Palmer. Pelo contrário, ele parece determinado a provar que ninguém está acima da lei, e Thornton traz uma presença muito forte ao personagem, com aquele jeito calmo, seguro e intimidador, criando momentos de grande tensão durante o julgamento.
O filme também explora bem os outros membros da família Palmer. Glen Palmer (Vincent D'Onofrio) é o irmão mais velho
que ficou na cidade cuidando dos pais e levando uma vida muito mais simples, carregando frustrações silenciosas e uma certa mágoa de Hank por ter ido embora e seguido carreira longe dali.
Ele poderia ter tido uma carreira e um futuro bem diferentes se não fosse um acidente no passado que afetou profundamente sua vida, deixando sequelas psicológicas e problemas emocionais que influenciam sua forma de agir e se relacionar com os outros, tornando-o uma presença mais silenciosa, mas muito significativa dentro da dinâmica da família.
No fundo o filme fala muito sobre orgulho, culpa, redenção e reconciliação, sobre como relações familiares podem ser marcadas por décadas de silêncio e ressentimento, e como às vezes é preciso uma situação extrema para que pai e filho finalmente enfrentem tudo aquilo que sempre evitaram dizer um ao outro.
E nisso tudo Robert Duvall domina completamente o filme, trazendo um juiz duro, respeitado, mas também um homem velho, fragilizado e cheio de peso nas costas, entregando uma atuação absurda que dá uma carga emocional enorme para a história. É daqueles filmes em que o drama familiar e o drama judicial caminham juntos o tempo inteiro, e quando funciona, funciona muito bem.
Assistido em 07/03/2026
Superou minha expectativa! Uma boa história, prende a atenção. Robert Duvall em grande atuação, ele que é, a meu ver, um dos maiores atores de todos os tempos!
aquela história lacrimosa de tribunal de hollywood, que diverte
Antes de um filme de tribunal, é um filme sobre uma família que poderia ser a nossa, com as suas questões e complexidades de cada indivíduo que no longo prazo vão gerando fraturas nas relações, incluindo a de pai e filho de forma quase irreversível. Não é sobre justiça, punição ou condenação, e sim redenção.