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É um premiado filme de 1963 do diretor italiano Luchino Visconti, baseado no romance homônimo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa. Estrelado por Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale entre outros, o filme foi o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, no ano de seu lançamento;
Sicília, durante o período do "Risorgimento", o conturbado processo de unificação italiana. O príncipe Don Fabrizio Salina (Burt Lancaster) testemunha a decadência da nobreza e a ascensão da burguesia, lutando para manter seus valores em meio a fortes contradições políticas.
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“Se queremos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude”.
A dança das cadeiras do poder em um baile inolvidable
Filme #36 do projeto 100 filmes - da literatura para o cinema.
O filme é bem fiel ao livro, mas houve supressão do final, que me lembrou muito do livro O Coronel e o Lobisomem.
É um belo retrato de uma época, a da unificação italiana, o valor histórico desse filme é enorme.
Filme com fotografia e figurino muito bonitos! Até impressionante! A atuação de Lancaster se sobrepõe sobre todos, mas há espaço para boas atuações de Delon e Cardinale também, assim como todo elenco! O tema da decadência da antiga aristocracia e o crescimento da classe burguesa é ótimo. Mas no todo o filme é longo e falta grandes movimentos ou cenas marcantes para elevar a nota deste filme! Sobrando bons diálogos e parte técnica!
A temática é boa, a fotografia e o figurino são fantásticos, mas precisava ser tão chato assim? Burt Lancaster parecia o único com tesão no filme, foi o que melhor encapsulou a mentalidade e o conflito interno de seu personagem.
O faustoso baile final representa a incapacidade da aristocracia em situar-se no tempo; entender e perceber as mudanças sociais advindas de um mundo em ebulição é demasiado complicado para uma casta que sempre prezou pela estratificação e acomodou-se na ideia de que o poder é seu por direito. Teria a mesma opulência, insensibilidade e ignorância se feito presente no episódio do Baile da Ilha Fiscal que simbolizou o crepúsculo da monarquia brasileira?