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Duração
Londres, 31 de dezembro de 1999. Jesus Cristo (Martin Donovan) está de volta à Terra, para iniciar o apocalipse. Juntamente com Madalena (P.J. Harvey), ele pega um notebook onde está o livro da vida, do qual precisa abrir os três selos finais. Porém Jesus está em dúvida se deve realmente seguir a profecia bíblica, já que não gosta da idéia de ter que julgar as pessoas no juízo final.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Com uma premissa dessas era de se esperar bem mais, principalmente nos diálogos.
Longe de ser um dos melhores do diretor, mas tem toda aquela amável atmosfera de encanto e ideias típicas dos seus trabalhos. Quando o filme se desenrola é impossível não pensar "só esse sujeito exótico para filmar algo assim". Ah... Como são belas, intrigantes e densas as mulheres do cinema do Hartley...
"Então você é mesmo o diabo?
"Sim."
""Quer sopa?"
O titulo é o que o filme não cumpre. Achei a ideia da "dúvida" ultrapassada há muito tempo, e a proposta ambiciosa demais.
Pena que a PJ Harvey não fala mais durante o filme: sempre que ela está em cena, meus olhos, ouvidos e instintos sensíveis grudam nela. A cena em que ela canta "To Sir With Love" é soberba!
Porém, o filme tem uma proposta mais ousada, muito mais "godardiana" que o habitual: peca pelo excesso numa ou outra cena (em minha opinião, nem sempre a fotografia borrada funciona), mas possui bons diálogos, em especial a cargo do demônio vivido por Thomas Jay Ryan. O aparecimento do Yo La Tengo como Exército da Salvação, a explicação do título, a trilha sonora, e muitos outros detalhes inspirados da genialidade hartleyniana me encantaram deveras, mas talvez ele tenha se concentrado tempo demais na personagem de Miho Nikaido sem aprofundá-la animicamente. Mas é um filme maravilhoso assim mesmo: cumpre muito bem a sua proposta metafísica! (WPC>)
o roteiro é legal mas meu deus q filme feio