Jenn está em uma pequena ilha tropical e não leva muito tempo para perceber que está completamente sozinha. Ela deve passar seus dias não apenas sobrevivendo aos elementos, mas também deve afastar a força malévola que sai a cada noite.
Terror de isolamento e sobrevivência, gostamos!!! Lembro que quando lançou esse filme e depois de uns anos lançou corra,querida,corra! Amei logo de cara, super indico
Sweetheart começa bem: uma mulher acorda numa ilha, um homem agoniza ao lado, e a sobrevivência, como sempre, é sobre fazer o que dá com o que há. Não tem bola Wilson nem monólogo desesperado — o silêncio é um acerto, até porque a atriz não parece ter fôlego para sustentar muito mais. A primeira metade, de puro isolamento, é a melhor: ela explora, improvisa e enterra o cadáver com folhas de palmeira. É quando o filme ainda parece saber o que quer ser.
Mas aí surge a criatura. De início, uma silhueta, um rastro, um susto. Depois, quando resolve dar as caras, a coisa muda — e não pra melhor. O bicho até cava e desenterra corpos, mas não consegue achar uma mulher escondida a poucos metros. Parece mais empenhado em jogar esconde-esconde do que em ser um predador digno do nome. A tensão, que poderia ser sufocante, acaba diluída. Há uma cena emblemática: a protagonista se esconde num tronco de árvore, a câmera nos coloca ali, confinados com ela, enquanto a criatura ronda do lado de fora. Um bom momento — que poderia ser ótimo, mas a direção parece mais preocupada em esconder o monstro do que em explorar a claustrofobia ou a vulnerabilidade da personagem. Faltam escolhas mais ousadas; sobra prudência.
Quando aparecem os outros dois personagens — o namorado e a amiga —, o filme tenta, tardiamente, injetar drama pessoal: traições, descrédito, ressentimentos. Não funciona. Falta tempo e densidade para fazer desses conflitos algo mais do que um apêndice mal costurado. Mesmo o potencial dramático da situação — a protagonista tentando convencer os recém-chegados da existência da criatura antes que a noite caia — é desperdiçado. O máximo que o roteiro consegue é uma sequência em que eles não acreditam nela, batem, ela desmaia… e logo a criatura resolve tudo no modo automático. Mais previsível que isso, só o final.
Resta, então, o confronto final. E aqui, novamente, Sweetheart não encontra um clímax à altura. Não é um embate meticuloso, não é uma luta engenhosa — é uma sequência simples, com paus improvisados, tentativas de ferimento, mas nada que provoque o espectador a se inclinar na cadeira. Não há aquela catarse de quem vê uma heroína superar uma ameaça mortal com inteligência ou força inesperada. Há apenas um desfecho funcional, coerente, mas sem brilho. A ilha parece grande, a ameaça parece enorme, mas o filme é pequeno.
O design da criatura, quando visto por completo, também não ajuda: nem assustadora, nem icônica. Apenas um ser grande, de aparência aquática, que jamais será lembrado ao lado de clássicos como o Predador ou o Alien. No fim das contas, Sweetheart é isso: um filme que começa como náufrago, sonha com Predador e termina como um episódio alongado de um survival game sem imaginação. Funciona? Funciona. Mas passa. Como uma onda.
Terror de isolamento e sobrevivência, gostamos!!! Lembro que quando lançou esse filme e depois de uns anos lançou corra,querida,corra! Amei logo de cara, super indico
Definitivamente um dos filmes já feitos.
Sweetheart começa bem: uma mulher acorda numa ilha, um homem agoniza ao lado, e a sobrevivência, como sempre, é sobre fazer o que dá com o que há. Não tem bola Wilson nem monólogo desesperado — o silêncio é um acerto, até porque a atriz não parece ter fôlego para sustentar muito mais. A primeira metade, de puro isolamento, é a melhor: ela explora, improvisa e enterra o cadáver com folhas de palmeira. É quando o filme ainda parece saber o que quer ser.
Mas aí surge a criatura. De início, uma silhueta, um rastro, um susto. Depois, quando resolve dar as caras, a coisa muda — e não pra melhor. O bicho até cava e desenterra corpos, mas não consegue achar uma mulher escondida a poucos metros. Parece mais empenhado em jogar esconde-esconde do que em ser um predador digno do nome. A tensão, que poderia ser sufocante, acaba diluída. Há uma cena emblemática: a protagonista se esconde num tronco de árvore, a câmera nos coloca ali, confinados com ela, enquanto a criatura ronda do lado de fora. Um bom momento — que poderia ser ótimo, mas a direção parece mais preocupada em esconder o monstro do que em explorar a claustrofobia ou a vulnerabilidade da personagem. Faltam escolhas mais ousadas; sobra prudência.
Quando aparecem os outros dois personagens — o namorado e a amiga —, o filme tenta, tardiamente, injetar drama pessoal: traições, descrédito, ressentimentos. Não funciona. Falta tempo e densidade para fazer desses conflitos algo mais do que um apêndice mal costurado. Mesmo o potencial dramático da situação — a protagonista tentando convencer os recém-chegados da existência da criatura antes que a noite caia — é desperdiçado. O máximo que o roteiro consegue é uma sequência em que eles não acreditam nela, batem, ela desmaia… e logo a criatura resolve tudo no modo automático. Mais previsível que isso, só o final.
Resta, então, o confronto final. E aqui, novamente, Sweetheart não encontra um clímax à altura. Não é um embate meticuloso, não é uma luta engenhosa — é uma sequência simples, com paus improvisados, tentativas de ferimento, mas nada que provoque o espectador a se inclinar na cadeira. Não há aquela catarse de quem vê uma heroína superar uma ameaça mortal com inteligência ou força inesperada. Há apenas um desfecho funcional, coerente, mas sem brilho. A ilha parece grande, a ameaça parece enorme, mas o filme é pequeno.
O design da criatura, quando visto por completo, também não ajuda: nem assustadora, nem icônica. Apenas um ser grande, de aparência aquática, que jamais será lembrado ao lado de clássicos como o Predador ou o Alien. No fim das contas, Sweetheart é isso: um filme que começa como náufrago, sonha com Predador e termina como um episódio alongado de um survival game sem imaginação. Funciona? Funciona. Mas passa. Como uma onda.
um bom passatempo. difícil ver filme de terror onde o protagonista não seja tão ingênuo
É um filme b, protagonista legal, história legal, da pra assistir sem compromisso
no fim eu fiquei com dó do animal que só estava cuidando da própria vida até eles chegarem na ilha