O fato de não pegarem a assassina viva me incomodou um pouco, ainda mais porque isso tirou a chance de explicarem melhor as motivações dela e amarrar algumas pontas soltas.
Também não desenrolaram a história como de costume e deixaram várias coisas sem explicação —
como aquele intermediário que era amigo do Brett, que atendia o telefone e etc. Ficou parecendo que faltou um cuidado maior no fechamento do roteiro, e a motivação da assassina acabou ficando meio vaga, sem muita base pra justificar o que ela fez.
Tommy, apesar de ter seus erros, é bem mais eficiente e bem menos chato do que Jimmy. A dupla dele com Birmingham funciona muito bem, tem uma boa química e rende momentos divertidos. Birmingham tem ótimos momentos cômicos, embora alguns soem meio forçados, mas tudo bem — é algo comum da época e acaba fazendo parte do charme do filme.
O diálogo de Birmingham com seu amigo Ben, que ele supostamente conhecia, foi muito bom. Um não deixava o outro terminar a resposta da própria pergunta e já respondia em cima.
Nunca tinha visto nada assim nas comédias. Pode ser que tenham replicado isso depois em algum lugar, mas eu nunca vi.
No geral, é um filme que entretém e tem bons momentos, mas fica a sensação de que poderia ter sido mais. Faltou um pouco mais de cuidado no roteiro e nas explicações, o que faz ele ficar abaixo do potencial que tinha. Ainda assim, vale a pena pelo contexto histórico de honorável detetive.
O enredo poderia melhorar a credibilidade um pouco mais, mas o filme tem um ritmo rápido, boa direção e coadjuvantes que estão acima da média para um filme modesto dos estúdios da Monogram Pictures. Há, também, o grande segmento do elevador que é surpreendente e inovador. A brincadeira entre os atores do estúdio de transmissão também é inspirada e divertida. Charlie Chan descobre um esquema para o roubo de planos do governo ao investigar vários assassinatos. Chan investiga o roubo de papéis sob radar do governo (o laboratório está localizado no mesmo prédio de uma estação de rádio!). Com a ajuda de seu filho número 3, Tommy Chan, feito por Benson Fong (1916-1987), e do chofer Birmingham Brown, interpretado por Mantan Moreland (1902-1973), o humor se acentua cada vez mais na trama eles vão ter muito trabalho como assistentes de Mr. Chan. Foi o 17° dos 22 filmes em que Sidney Toler (1874-1947) atuou com o personagem.
Mais um filme que mantém a média dos últimos. A trama é interessante, mas não sei, parece que falta algo.
O fato de não pegarem a assassina viva me incomodou um pouco, ainda mais porque isso tirou a chance de explicarem melhor as motivações dela e amarrar algumas pontas soltas.
como aquele intermediário que era amigo do Brett, que atendia o telefone e etc. Ficou parecendo que faltou um cuidado maior no fechamento do roteiro, e a motivação da assassina acabou ficando meio vaga, sem muita base pra justificar o que ela fez.
Tommy, apesar de ter seus erros, é bem mais eficiente e bem menos chato do que Jimmy. A dupla dele com Birmingham funciona muito bem, tem uma boa química e rende momentos divertidos. Birmingham tem ótimos momentos cômicos, embora alguns soem meio forçados, mas tudo bem — é algo comum da época e acaba fazendo parte do charme do filme.
O diálogo de Birmingham com seu amigo Ben, que ele supostamente conhecia, foi muito bom. Um não deixava o outro terminar a resposta da própria pergunta e já respondia em cima.
Nunca tinha visto nada assim nas comédias. Pode ser que tenham replicado isso depois em algum lugar, mas eu nunca vi.
No geral, é um filme que entretém e tem bons momentos, mas fica a sensação de que poderia ter sido mais. Faltou um pouco mais de cuidado no roteiro e nas explicações, o que faz ele ficar abaixo do potencial que tinha. Ainda assim, vale a pena pelo contexto histórico de honorável detetive.
Assistido em 09/10/2025
O enredo poderia melhorar a credibilidade um pouco mais, mas o filme tem um ritmo rápido, boa direção e coadjuvantes que estão acima da média para um filme modesto dos estúdios da Monogram Pictures. Há, também, o grande segmento do elevador que é surpreendente e inovador. A brincadeira entre os atores do estúdio de transmissão também é inspirada e divertida. Charlie Chan descobre um esquema para o roubo de planos do governo ao investigar vários assassinatos. Chan investiga o roubo de papéis sob radar do governo (o laboratório está localizado no mesmo prédio de uma estação de rádio!). Com a ajuda de seu filho número 3, Tommy Chan, feito por Benson Fong (1916-1987), e do chofer Birmingham Brown, interpretado por Mantan Moreland (1902-1973), o humor se acentua cada vez mais na trama eles vão ter muito trabalho como assistentes de Mr. Chan. Foi o 17° dos 22 filmes em que Sidney Toler (1874-1947) atuou com o personagem.